Pelo menos 40 dos 63 municípios com Lojas Interativas da Turismo do Porto e Norte de Portugal efetuaram ajustes diretos, num total de 1,5 milhões de euros, com a empresa Tomi World.

A Câmara da Maia, liderada por António Silva Tiago, confirmou que “a PJ pediu dossier de contratação pública para analisar”, frisando que “nenhum autarca nem nenhum técnico foi constituído arguido”.

DS Crédito

As câmaras de Gondomar, Maia e Vila Nova de Gaia foram hoje contactadas pela Polícia Judiciária no âmbito das investigações às lojas de turismo, feitas na sequência da Operação Éter. Em causa está a alegada corrupção na Turismo Porto e Norte de Portugal.

À Agência Lusa, a Câmara de Vila Nova de Gaia, liderada pelo socialista Eduardo Vítor Rodrigues, indicou que “foi indagado sobre as formalidades da contratação da Loja Interativa de Turismo” e forneceu os documentos. A autarquia afirma ainda que “o protocolo vinha ainda do final do mandato do PSD/CDS”, garantindo que “o presidente não está constituído arguido nem se conhece nenhum caso no município”, entre “políticos ou técnicos”.

Por sua vez, a Câmara de Gondomar, também de maioria socialista, indicou que “forneceu diversa documentação, sempre no habitual princípio da colaboração, quando foi solicitada pela Polícia Judiciaria, há cerca de um ano” e que “entretanto foram chamados vários técnicos e políticos para prestar declarações numa fase posterior”.

Durante o dia de ontem, cinco dos oito municípios do Alto Minho com lojas de turismo confirmam buscas da PJ. Questionados pela agência Lusa, a propósito da investigação aos factos relacionados com as Lojas Interativas da Turismo do Porto e Norte de Portugal, os presidentes das Câmaras de Caminha (PS), Melgaço (PS), Monção (PSD), Ponte de Lima (CDS-PP) e Vila Nova de Cerveira (movimento independente), confirmaram a presença de inspetores da Judiciária nos seus municípios.

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