Estas máscaras deverão ser usadas em espaços públicos ou fechados, como transportes públicos, supermercados e outros locais movimentados.

As Câmaras Municipais de Valongo, Vila Nova de Gaia e Matosinhos querem garantir a proteção dos seus munícipes. Para tal vão utilizar máscaras comunitárias que deverão chegar a casa de cada munícipe pelo correio, durante o mês de maio.

Ordem dos Advogados Maia

Estas três autarquias do Grande Porto são das mais afetadas pela Covid-19. Aliás, os municípios com o maior número de casos no Grande Porto são Vila Nova de Gaia (1163), Porto (1103), Matosinhos (934), Gondomar (894), Maia (763) e Valongo (655).  Apenas Lisboa (1271) e Braga (950) se colocam, a nível nacional, entre as cidades mais infetadas do que as anteriormente referidas.

O objetivo da oferta de máscaras à população passa por proteger a comunidade, incentivar o uso de proteção individual e garantir o acesso a estes equipamentos. Estas máscaras deverão ser usadas em espaços públicos ou fechados, como transportes públicos, supermercados e outros locais movimentados.

Valongo distribui 100 mil máscaras

A Câmara Municipal de Valongo vai distribuir 100 mil máscaras sociais e reutilizáveis, durante o mês de maio, fruto de um investimento estimado em cerca de 200 mil euros.

A autarquia vai “pedir a toda a população que se proteja e proteja os outros, colocando sempre e em qualquer espaço público uma máscara comunitária”. Estas máscaras vão ser distribuídas em conjuntos de três, através da caixa de correio.

Gaia investe cerca de 600 mil euros

A Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia vai distribuir máscaras laváveis e reutilizáveis. Serão cerca de 320 mil unidades que serão oferecidas à população. As máscaras vão ser distribuídas em kits de duas unidades, também pela caixa de correio.

O presidente da Câmara Municipal, Eduardo Vítor Rodrigues, afirmou que o gesto “pretende incentivar a proteção individual dos munícipes aquando do regresso à normalidade”. Segundo o presidente da Câmara de Gaia, no total, o investimento será próximo dos 600 mil euros.

A autarquia quer promover o uso de máscaras nos transportes públicos, escolas, supermercados e outros locais movimentados, a partir do momento em que for possível retomar a “normalidade”.

Para já foi colocada uma primeira encomenda de 20 mil máscaras duplas e com filtro suplementar. A confeção está a cargo de uma empresa de Gaia, que até aqui era especializada em material desportivo.

Matosinhos começa a entregar em maio

A Câmara de Matosinhos vai oferecer máscaras reutilizáveis aos munícipes, “tendo expetativa de ter cerca de 200 mil prontas numa primeira fase”, anunciou a autarquia. As máscaras vão ser entregues em casa dos munícipes, a partir do início de maio, e cada agregado familiar receberá três exemplares.

Luísa Salgueiro, Presidente da Câmara Municipal, explicou que a proteção individual vai ser fundamental quando “terminar o confinamento obrigatório e as pessoas retomarem lentamente as suas atividades”.

As máscaras vão ser produzidas por um consórcio do concelho, “mal o processo de certificação [do CITEVE] esteja concluído”.

Câmara da Maia não respondeu se iria disponibilizar máscaras à população

A Maia tem recebido várias doações de equipamentos de proteção, nomeadamente máscaras. As mais recentes foram realizadas pela Liga dos Imigrantes Chineses em Portugal e pela Liga dos Chineses em Portugal, num total de 13 mil máscaras.

Contactada pelo NOTÍCIAS MAIA, a Câmara Municipal afirma que tanto os equipamentos de proteção individual comprados pelo município como provenientes de doações “tem sido canalizadas para a Proteção Civil e serviços essenciais, bem como para os dois Centros de Acolhimento Covid e ainda para o Centro de Rastreio. A Câmara tem também entregue material a IPSS que dele necessitam, bem como a instituições de segurança e socorro”.

“Os EPI, nomeadamente as máscaras de proteção, estão a ser canalizados para onde fazem efetivamente falta”, garantiu o município.

No entanto, questionada pelo NOTÍCIAS MAIA, a autarquia não respondeu se iria ou não distribuir máscaras pela população maiata.

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