A 7ª edição da Cãominhada de Natal, promovida pela CãoViver – Associação de Proteção Animal, aconteceu no passado domingo, dia 1 de dezembro, e juntou mais de 1200 pessoas neste evento solidário.

Mais de 1200 pessoas e quase 3 mil euros angariados. É este o balanço de mais uma edição deste evento natalício, que já habituou maiatos e não só, a caminhar numa manhã de dezembro, para ajudar os patutos da CãoViver. Foi na Praça do Município que se reuniram donos e cães, para a partida de mais uma “cãominhada”. Durante 5 km, as mais de 1200 pessoas presentes, foram percorrendo as ruas da Maia com o propósito solidário de ajudar a CãoViver.

O Notícias Maia falou com a presidente da associação, Ana Ceriz, e questionou a importância deste evento para a CãoViver. Ana Ceriz explicou que a cãominhada é essencial porque “ajuda a pagar as contas acumuladas ao longo do ano” e também porque é uma “montra para os cães da associação“. Além disso, também a sensibilização para a causa é importante. A presidente da associação acrescentou ainda que, mesmo para os participante, “é uma boa forma de entender como os seus cães se comportam e convivem com outros cães”.

Ana Ceriz entende o decréscimo do número de participantes, em relação ao ano passado (quase 1500 mil pessoas em 2018), pelo facto de ter chovido até perto da hora da cãominhada. Por outro lado, a participação no desfile natalício de cães e donos bateu recordes e teve mais de 100 inscritos.

Questionada sobre as prioridades da CãoViver para o futuro, Ana Ceriz explicou que “angariar voluntários não é o mais importante” visto que existe já um núcleo de 37 pessoas a trabalhar nesse sentido. As necessidades principais prendem-se na “alimentação do animais” e na “procura por um novo espaço para a associação“.

Com a chegada do Natal e numa época em que várias pessoas adotam animais para oferecerem como prendas de Natal, Ana Ceriz afirma que “estamos a falar de vidas e que ninguém pode comprar e oferecer vidas”. A presidente da associação deixa o apelo a que as pessoas entendam que “os cães não vão ser sempre pequenos” e que “não se deixam para trás nas férias” porque são parte da família. Neste sentido, a CãoViver faz um controlo cuidado e não permite que se adotem os animais da associação de um dia para o outro – “nós vamos a casa das pessoas perceber se têm condições de receber e adotar um cão”.

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