A parceria entre Maia e Valongo consiste em acompanhar, via telefone, pessoas que tenham testado positivo à covid-19 ou que estejam em isolamento profilático por terem tido um contacto de risco.

O grande número de inquéritos epidemiológicos em atraso motivou Maia e Valongo a pensar uma solução capaz de resolver este problema. Assim, em parceria com a delegação de Saúde Maia/Valongo e com a ARS-Norte, surgiu o “Vamos Salvar Portugal”.

Cozinca

O projeto piloto consiste em acompanhar, via telefone, pessoas que tenham testado positivo à covid-19 ou que estejam em isolamento profilático por terem tido um contacto de risco. Para isso, os municípios e Maia e Valongo disponibilizaram, cada um, dez técnicos dos quadros para que integrassem uma equipa totalmente dedicada a vigiar as cadeias de contágio da Covid-19.

Os técnicos da Câmara Municipal da Maia receberam formação da ARS-Norte e estão, desde novembro, no edifício da antiga Junta de Freguesia da Maia a garantir este projeto de rastreio colaborativo.

O espaço foi cedido pela Junta de Freguesia Cidade da Maia mas todos os funcionários e equipamentos foram assegurados pelo município.

“O nosso desejo é que seja replicado em outros locais”

Em visita ao espaço, na tarde desta quinta-feira, 14 de janeiro, António Silva Tiago, presidente da Câmara da Maia, garantiu que “esta plataforma já atendeu mais de 33 mil pessoas do ACES Maia/Valongo”.

O autarca afirmou ainda que se tem feito um “atendimento eficaz” e que toda a equipa está “muito satisfeita com estes resultados”. “O nosso desejo é que seja replicado em outros locais”, disse.

Sobre o local escolhido para sediar a parte maiata deste projeto, Silva Tiago lembrou que o edifício em questão foi construído em 1917 para ser uma creche mas que, antes de o ser, acabou também por se tornar num hospital que acolheu doentes infetados pela Gripe Espanhola. “Cerca de 100 Anos depois, o edifício volta a ter um papel importante”, terminou.

A visita ao espaço de trabalho deste “Vamos Salvar Portugal” contou também com a presença da vice-presidente e vereadora da Saúde, Emília Santos, da presidente da Junta de Freguesia Cidade da Maia, Olga Freire, e do delegado de Saúde Pública da Maia, Miguel Cabral.

Em declarações aos jornalistas, Olga Freire, presidente da Junta de Freguesia Cidade da Maia, afirmou que não hesitou em ceder o espaço lembrando que esta é uma “junta de freguesia de proximidade”.

Rita Silva, psicóloga e técnica superior da Câmara Município, é uma dos dez técnicos maiatos que liga diariamente com dezenas de doentes Covid-19 ou contactos de risco.

Sobre o trabalho que tem feito, Rita explicou que esta acaba por ser também uma “linha de apoio para quem se sente isolado” e também um lugar onde várias questões são respondidas. “Muitas vezes as pessoas não sabem como “fazer a coabitação em segurança, a desinfeção dos espaços, ou se devem fazer as refeições em comum”, conta a técnica.

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