O Secretário de Estado da Economia afirmou que o Governo adotará “todas as medidas que forem necessárias para proteger esta empresa” mas não falou em nacionalização.

Na audição dos secretários de Estado da Economia a propósito da discussão na especialidade do OE Suplementar, o deputado bloquista Jorge Costa questionou se o documento incluía alguma provisão para salvar a Efacec. A possibilidade de nacionalização da empresa tem vindo a ser falada e até já foi proposta pelo PCP.

Cozinca

Sobre o assunto, o Secretário de Estado Adjunto, João Neves, respondeu que que o Governo tem “acompanhado a questão de forma muito próxima“. “É óbvio que temos claro e presente que, em função das questões associadas a mais de 70% do capital da Efacec nós temos uma preocupação adicional com esta empresa“, explicou o Secretário de Estado Adjunto referindo-se à participação de 70% de Isabel dos Santos na empresa e que estão agora à venda.

João Neves lembrou que “a empresa é exclusivamente privada” e que, até agora, “não há nenhuma intervenção pública no capital desta empresa”.

O secretário de estado não falou diretamente sobre nacionalização mas admitiu que a Efacec “é uma empresa estratégica” eu que, “do lado do Governo, adotaremos todas as medidas que forem necessárias para proteger esta empresa”.

Recorde-se que o PCP esteve reunido com o SITE Norte na passada semana e que, dessa reunião, o PCP entendeu que a melhor solução para a empresa será a nacionalização. Diana Ferreira, deputada do PCP, explicou que há “necessidade de um controlo público” e que o Estado deve assumir “essa responsabilidade“.

Na mesma semana, o CEO da Efacec, Ângelo Ramalho, afirmou, em entrevista à Rádio Observador, que a empresa tem cerca de “30 manifestações de interesse” para a parte de Isabel dos Santos.

Reportagem: A reabertura dos negócios locais

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