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Governo elogia escola por envolver pais e autarquia na vigilância do Lidador

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A Secretária de Estado Adjunta e da Educação, Alexandra Leitão, quando questionada pela deputada do BE, Joana Mortágua, elogiou o diretor do agrupamento pela forma pedagógica como tem conduzido o processo na escola EB1/JI do Lidador, em Vila Nova da Telha.

O caso envolve várias queixas de bullying, por parte de crianças e familiares daquele estabelecimento de ensino, que ocorrem repetidamente dentro das intalações da escola. Estes casos, já anteriormente divulgados pelo Notícias Maia, levaram agora a que pais e avós criassem um movimento para durante todos os intervalos, do lado de fora do portão, ajudarem na vigilância da escola.

Esta situação foi levada hoje, por Joana Mortágua, à comissão parlamentar de Educação, questionando Alexandra Leitão que elogiou a solução encontrada pela escola e autarquia, “atalhada de maneira muito boa, envolvendo os pais de forma pedagógica”, sublinhando que o problema não se encontra na falta de assistentes operacionais, mas sim em “características específicas” da escola, tal como a Câmara Municipal da Maia, tinha confirmado ao Notícias Maia.

Ainda na mesma comissão, durante a quarta ronda de perguntas, o deputado Porfírio Silva questionou a Secretária de Estado, sobre se o elogio proferido, fazia referência à criação da patrulha. Alexandra Leitão esclareceu que se trataria de um elogio às decisões do diretor do agrupamento, pela forma pedagógica como tem conduzido o processo.

A Secretária de Estado, garantiu ainda que o Ministério da Educação conhece o caso desde o início de outubro e está a acompanhar a situação.

Pais denunciam bullying

No início do mês de outubro, pais de crianças agredidas declaravam à comunicação social que não sabiam “a quem mais recorrer”, relatando agressões recorrentes que se arrastam há vários anos.

No início deste ano letivo, teve lugar uma reunião, que envolveu a Segurança Social, Câmara Municipal, Espaço Municipal, Junta de Freguesia, GNR, Diretor do Agrupamento, Fapemaia e Presidente da Associação de Pais, para além de um representante da comunidade cigana, com o propósito de identificar o problema e os agentes agressores, assim como definir medidas de prevenção (e medidas de atuação em caso de reincidência), foi determinado um reforço de patrulhas por parte da escola segura e a obrigatoriedade de comunicar eventuais episódios de violência às autoridades.

Foram transferidos no início do ano letivo, por opção das famílias, cinco alunos que foram identificados como agressores.

No primeiro dia de aulas do presente ano letivo, na escola EB1/JI do Lidador, a 17 de setembro, foi registado um incidente que mereceu a aplicação das medidas de intervenção em vigor, tendo umas das crianças envolvidas no caso, sido transferida para outro estabelecimento de ensino.

Câmara Municipal da Maia assegurou que estão a desenvolver esforços para solucionar estes casos

Contactada pelo Notícias Maia, a 3 de outubro, Emília Santos, vereadora com o pelouro da educação, assegurou que “os funcionários, assistentes técnicos e corpo docente estão a trabalhar para manter esta escola como um espaço educativo de referência”, assegurando que existe “uma equipa de intervenção atenta, não havendo razão para alarme” e não estando ainda esgotadas as medidas de intervenção que justifiquem a sinalização do assunto à Comissão de Proteção de Crianças e Jovens.

Recorde-se que esta sendo uma escola de 1.º ciclo, cabe à autarquia a tutela dos funcionários e não ao Ministério da Educação. O município garante ter mais assistentes operacionais do que os previstos na portaria de rácios.

Pais cansados de bullying criam movimento de patrulha

Os pais dos alunos, cansados de reiterados casos de bullying, incluindo a alunos do pré-escolar, criaram um movimento para patrulhar, do lado de fora do portão, os intervalos, procurando evitar situações de violência. O caso fez capa no Jornal de Notícias hoje e posteriormente, chegou ao parlamento.

Na notícia, são referidas várias declarações de pais das crianças, para quem duas funcionárias não são suficientes para garantir a segurança do recreio. Os pais apontam ainda para a ocorrência de quatro incidentes desde o início do ano letivo.

[Notícia editada no dia 17 de outubro, às 16.35h, para correção da intenção das declarações da Secretária de Estado].

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