Maclet, de Shakespeare é o resultado de uma colagem de fragmentos de Macbeth e Hamlet. Dela nasceu um texto inicial (um heterólogo com o mesmo título) de que foi extraído este monólogo coral que o Teatro Art’ Imagem ora estreia com a colaboração do Teatro do Morcego Laboratório Oficina.

Cozinca

As palavras que destina aos atores são da autoria exclusiva de Shakespeare. Peça sua, portanto – que no entanto não o é apenas, pois escreveu-a e não a escreveu ao mesmo tempo. Elocução do que diz Maclet mas também do que, por alucinação ou escuta, Maclet ouve dizer: ao espetro-rei-morto seu pai, ao homicida seu tio-rei-posto, a augúrios, à voz ocasional que lhe anuncia a morte.

José Leitão, Director Artístico do Teatro Art´Imagem, sublinha que “Maclet de Shakespeare – peça coral”, segunda incursão de um “díptico” ao universo de “Hamlet” e “Macbeth” cuja primeira abordagem aconteceu 2018 com “Maclet de Shakespeare – monólogo, 1º andamento” que foi já apresentada em Almeida (antestreia), Alijó e, já este ano, em Águas Santas-Maia, numa temporada no Auditório da Quinta da Caverneira, e em Benavente.

Estas criações juntam de novo o Teatro Art´Imagem ao Teatro do Morcego, de Coimbra que, lembre-se, em 2003 se encontraram para fazer “Netzarim Palestina” e, antes, participaram em várias edições do Fazer-a-Festa, no Palácio de Cristal e na programação do então nosso Teatro Estúdio de Massarelos, junto do rio Douro.

Aos seus criadores, alguns deles que trabalham pela primeira vez com a companhia e, em especial, ao dramaturgista e encenador José Abreu Fonseca, o nosso Zé Maria, um obrigado pelo seu contributo.

Estamos no segundo ano do quadriénio apoiado pela DGArtes a que chamamos “Memórias(s), Território(s) e R(Evolução)” de que constam três novas criações, tendo já sido apresentada a primeira, “Os Anos que abalaram o (nosso) Mundo – Crónicas e Cenas do 25 de Abril”,  em temporada de estreia no Fórum da Maia (2), Ponte de Lima (Teatro Diogo Bernardes), Aveiro (Teatro Aveirense) e Póvoa de Varzim (Cine-Teatro Garrett),  texto e encenação da minha autoria, estando prevista a terceira para o fim do ano, “Noites Brancas”, de Dostoievski, encenação de Pedro Carvalho.

Ainda em 2019, em Julho, Daniela Pego encenará “Sonho de uma noite na Caverneira”, um espectáculo comunitário e continuam os acolhimentos na Programação Regular de Teatro da Caverneira, a circulação de peças pelo território nacional e várias regiões e cidades de Espanha e as quatro Oficinas para crianças, jovens e seniores, bem como a actividade do Fundo Teatral (Exposições e Leitura de Textos Teatrais).

Em destaque ainda e sempre, a 38ª edição do Fazer-a-Festa – Festival Internacional de Teatro para a Infância e Juventude e em Outubro o 24º Festival Internacional de Teatro Cómico da Maia.

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