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O alerta é da presidente do Sindicato dos Jornalistas no Dia Mundial da Liberdade de Imprensa.

Mais de 100 jornalistas foram despedidos em Portugal desde o início da pandemia de covid-19, alertou esta segunda-feira, 3 de maio, a presidente do Sindicato dos Jornalistas.

Cozinca

“No caso português as previsões não são boas. É um setor que já tinha muitos problemas de sustentabilidade, que foram agravados com a pandemia, e que agora enfrenta despedimentos coletivos, “lay-off”, empresas com dificuldades”, deu conta Sofia Branco, durante um debate sobre o jornalismo em tempos de pandemia, organizado pela Associação Sindical dos Jornalistas de Cabo Verde (AJOC), para assinalar o Dia Mundial da Liberdade de Imprensa.

“Sinceramente, não prevejo boas notícias para o setor neste e no próximo ano, sobretudo quando estes apoios extraordinários deixarem de existir”, comentou a também jornalista da agência Lusa, que foi uma das oradoras da conferência. “Vamos ter um setor mais reduzido, menos diverso, muitos jornalistas independentes não terão aguentado”, acrescentou.

A presidente do Sindicato dos Jornalistas antecipa também uma diminuição no número de jornalistas em Portugal, dando conta que até agora mais de 100 profissionais já foram despedidos, prevendo-se para breve o terceiro despedimento coletivo em grupos diferentes.

“Depois do ‘lay-off’ ou uns meses depois, as empresas já podem fazer um despedimento coletivo, ora, a medida devia pressupor muito maior segurança”, afirmou Sofia Branco.

Mesmo com todas essas dificuldades agravadas com a pandemia da covid-19, a presidente disse que os jornalistas e órgãos de comunicação social têm prestado um “bom serviço”, embora reconheça que é preciso melhorar e fazer uma reflexão.

“No geral o jornalismo cumpriu a sua missão de informar a população numa altura muito complexa, em que a informação é ainda fundamental. Isso o jornalismo em Portugal fez”, avaliou a dirigente sindical.

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