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Paulo Cunha veio à Maia debater regionalização e descentralização

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Sob o mote “Regionalizar para Descentralizar?”, os jovens social democratas desafiaram Paulo Cunha, presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão e Licínio Lopes Martins, Professor na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra e Coordenador do CEN do PSD, a debater este tema atual e pouco consensual.

Durante a sua exposição, Paulo Cunha, apresentou-se como “um comum cidadão que quer o melhor para o seu país” e defendeu uma Regionalização consciente: “Sou um defensor da Regionalização. Mas não sou um regionalista ponto! A regionalização não é um fim em si mesmo, ela deve servir a comunidade”.

O Presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, a respeito do referendo de 1998 referiu que “ficou claro que os portugueses não rejeitaram a regionalização, mas sim aquela forma de regionalização”, acrescentando: “Estou seguro que hoje esse problema não se colocaria. Toda a população está mais conhecedora sobre a regionalização e a criação das NUT-II veio facilitar uma divisão justa do país, salvaguardando os interesses do interior e litoral.”

Por seu lado, Licínio Lopes Martins, mostrou também ser favorável à criação de uma “estrutura intermédia que permita uma gestão dos recursos mais eficiente e eficaz”.

“Não é no terreiro do paço, com um Excel na mão, que se fazem as grandes reformas de uma região. É ao nível local, junto dos municípios e das pessoas que compõe a realidade dessa região”, afirmou o professor.

O Coordenador do CEN do PSD deixou ainda uma mensagem de motivação ao jovens referindo que “são o motor do desenvolvimento do país a esperança para uma nova forma de fazer política. Têm de ser moderados no discurso, mas sempre corajosos e reformistas. Verdadeiros social democratas”.

Deixou ainda elogios a Paulo Cunho e Paulo Ramalho: “saio daqui com esperança na nova geração de autarcas, pensantes, plenos de conhecimento, capacidade e humildade intelectual.”

Os dois oradores concluíram ainda que não podemos falar de regionalização sem uma reforma profunda do sistema político e eleitoral.

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