A eleição do líder do PSD é matéria de total espaço de liberdade, em que cada militante é naturalmente dono da sua própria e inalienável vontade, mas também de grande responsabilidade, pois para além do interesse do partido, é assunto que convoca e mobiliza o interesse do país e de uma boa parte dos portugueses.

Cozinca

Pelo que a vontade que aqui expresso, com total respeito por quem pensa de maneira diferente, é assente nesses pressupostos e nessa forma de ser e de estar, de que não abdico. Em liberdade e com sentido de responsabilidade. Sendo que ser militante de um partido, não é exactamente a mesma coisa que ser circunstancialmente simpatizante das ideias do mesmo.

Ora, é nesta linha de pensamento e com esta postura, que publicamente apoio a reeleição de Rui Rio no próximo dia 11 de Janeiro.

Nada me move obviamente contra os demais candidatos, mas na minha opinião, Rui Rio é claramente aquele que está nesta altura em melhores condições para liderar o PSD nos próximos dois anos, para afirmar com credibilidade e consistência o nosso projecto social-democrata para o país, quer no plano nacional, quer a nível do Poder Local.

Rui Rio é o único candidato que, sendo deputado, pode discutir “olhos nos olhos” com o Primeiro-ministro António Costa no Parlamento.

Rui Rio tem a experiência de ter ganho eleições autárquicas em circunstâncias particularmente difíceis, derrotando uma então maioria socialista, e foi reconhecidamente um grande presidente da Câmara Municipal do Porto e líder da Junta Metropolitana do Porto. Rui Rio tem provas dadas.

E sejamos claros, a tarefa do PSD de recuperar a implantação que já possuiu no Poder Local, e que sempre foi alavanca para um regresso natural à governação do país, é tudo menos fácil. Recordo que Rui Rio herdou um partido em 2018 com apenas 97 presidências de Câmara e que tinha acabado de atingir mínimos históricos nos municípios de Lisboa e Porto, ao arrecadar pouco mais de 11% dos votos…

O mesmo partido que em 2005 liderava 158 municípios e que em 2009 ainda detinha 139 presidências de Câmara.

Em Outubro de 2019 o PSD não atingiu o objectivo de vencer as eleições legislativas, como todos desejávamos. Mas pergunto, qualquer outro dos candidatos teria conseguido melhor resultado para o PSD? Todos sabemos que não. Rui Rio conseguiu aguentar o partido numa situação particularmente difícil, em que o “Governo da geringonça” gozava de grande popularidade e o PSD sofria ainda o desgaste da governação em tempo de sacrifícios impostos pela Troika. Recordo que no final de Agosto, a menos de dois meses das eleições, várias sondagens apontavam para a forte possibilidade dos socialistas alcançarem a maioria absoluta e o PSD não conseguir sequer ultrapassar a fasquia dos 20%. Entretanto vieram os debates na televisão com António Costa, e em pouco mais de um mês, Rui Rio recuperou 8% do eleitorado para o PSD e o PS ficou bem longe da maioria absoluta.

Rui Rio é um cidadão comum, um homem simples que prima pela autenticidade, que diz sempre o que pensa, que não diz “Sim ou Não” apenas por razões de mera táctica, que age em função das suas próprias convicções, e a quem os portugueses reconhecem honestidade, coragem, sentido de responsabilidade, rigor e competência. E é importante que não esqueçamos que no próximo dia 11 de Janeiro não vamos eleger apenas um líder para o partido, mas também um líder para Portugal. É que não é apenas no Governo que servimos o país, é também quando estamos na Oposição, como acontece actualmente. E reconquistar a confiança dos portugueses, afirmando o projecto alternativo do PSD não se faz de um dia para o outro, é um processo que demora o seu tempo, e estou certo que Rui Rio já fez uma parte do caminho, pelo que mudar nesta altura de liderança representará sempre um risco de retrocesso. E com todo o respeito, o pior que o partido podia fazer nesta altura, para além de voltar para trás, era eleger um líder contra a vontade da maioria dos portugueses. Todos conhecemos a importância da estabilidade na promoção da confiança e da credibilidade.

Por outro lado, Rui Rio encarna aquela visão social-democrata do PSD que me levou a aderir ao Partido. Um partido que acima dos seus próprios interesses coloca sempre os superiores interesses de Portugal. Um partido que assenta a sua matriz na dignidade da pessoa humana, que valoriza o mérito, o trabalho e o empreendedorismo, que sendo interclassista, defende a igualdade de oportunidades e não esquece o dever de solidariedade e de combate às desigualdades.

Não sou dono da verdade, mas sou dono das minhas convicções. E é em nome dessas convicções, que apoio, sem reservas, a reeleição de Rui Rio à liderança do PSD no próximo dia 11 de Janeiro.

Paulo Ramalho
Mandatário do Distrito do Porto da Candidatura de Rui Rio

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