Há vários concelhos há semanas sem novos infetados mas os hospitais negam essa realidade. Há laboratórios, universidades e médicos que não registam os casos positivos de Covid-19.

Os profissionais no terreno e especialistas acusam a Direção-Geral de Saúde (DGS) de não estar a atualizar correctamente o boletim epidemiológico, deixando casos por contabilizar. Os boletins têm vindo a mostrar que 25% dos concelhos não tem novos casos de infeção desde o início de junho.  Entre esses municípios estão Porto, Matosinhos, Braga, Gondomar, Maia e Guimarães. No entanto, os hospitais e unidades de saúde pública do Norte confirmam o registo de novos casos em alguns destes concelhos durante o último mês, avançou o jornal Expresso.

Nonna Vespa

Segundo o jornal, as denúncias feitas referem-se às discrepâncias que se observam nos registos, como: surtos noticiados, que não aparecem nas nas estatísticas da DGS; um maior número de casos registados pelas autoridades de saúde do que aquele que é reportados pelas autoridades de saúde; diferenças entre o número total de infeções e a distribuição dos concelhos; e ainda, concelhos cujos dados não são atualizados há semanas no boletim oficial, embora continuem a existir admissões Covid-19 nas unidades de saúde pública e urgência locais que identificam casos positivos.

Contactado pelo Jornal de Notícias, o Hospital de São João garante que regista os novos casos no sistema atempadamente. Mesmo assim, desde 9 de junho, há reporte de apenas 175 novas infeções na Área Metropolitana e há quase um mês que a Direção-Geral da Saúde (DGS) não reporta novos infetados com covid-19 no Porto, em Matosinhos, em Gondomar e na Maia no relatório de situação diário. O mesmo jornal garante que os hospitais de S. João e de Pedro Hispano confirmam o tratamento de novos doentes com residência naqueles concelhos, nesse período de tempo.

Todos os dias, a Direção-Geral da Saúde publica no boletim divulgado à comunicação social uma lista alfabética com o número de casos de Covid-19 acumulados por concelho. Este documento é enviado em PDF e para perceber a evolução de cada concelho é necessário consultar os boletins dia a dia, já que não é assinalada qualquer evolução. Também no número acumulado apresentado não há distinção entre casos ativos e recuperados, nem quantos desses doentes estão hospitalizados ou internados em cuidados intensivos.

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