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A reabertura da ponte móvel de Leixões estava prevista para 30 de abril mas a necessidade de reparação prolongou os trabalhos por mais três semanas.

A ponte móvel de Leixões, em Matosinhos, está encerrada ao trânsito automóvel e pedestre desde dia 30 de março e a sua reabertura foi agora adiada. A circulação seria reposta no dia 30 de abril mas a administração portuária fez saber que a ponte vai permanecer fechada durante mais três semanas.

Cozinca

O encerramento da ponte móvel a 30 de março teve como motivo trabalhos de manutenção, para a mudança do cilindro do lado norte/nascente e da rótula sul/nascente. Trabalhos estes que já foram realizados e “com sucesso”, segundo disse Nuno Araújo, presidente da Administração dos Portos do Douro, Leixões e Viana do Castelo (APDL), em conferência de imprensa.

“Não obstante os trabalhos efetuados, durante os testes finais foi detetada uma anomalia no cilindro norte/poente que obrigará à substituição de umas das suas rótulas, operação sem a qual não é possível concluir sobre a génese da patologia que impede o normal funcionamento desta infraestrutura”, esclareceu.

Nesse sentido, a APDL decidiu substituir “de imediato” a peça causadora da anomalia e afinar o respetivo sistema hidráulico que aciona o funcionamento dos cilindros, referiu.

Nuno Araújo acredita que com esta diligência, a ponte vai estar operacional e pronta para reabertura dentro de três semanas.

Ainda assim, cada avaria tem um custo de cerca de 150 mil euros para a APDL, revelou. Sendo que, “desde 2018 que a ponte móvel para cerca de uma vez por ano, algo inaceitável. O próximo passo será, mediante as conclusões, avançar com alterações e fazer com que as avarias não sucedam ao ritmo atual”, vincou.

O presidente da administração portuária lembrou a criação, em 2020, de um grupo de trabalho, liderado pelo Instituto de Ciência e Inovação em Engenharia Mecânica e Engenharia Industrial (INEGI), com a missão de elaborar um diagnóstico acerca da causa das avarias.

As conclusões serão à partida conhecidas na próxima semana e vão permitir à APDL fazer as alterações necessárias à ponte móvel, de modo a que as avarias não sejam uma constante, frisou.

“Não há nenhuma ponte móvel no mundo igual a esta”, ressalvou Nuno Araújo, adiantando que um dos seus problemas foi ter sido “mal dimensionada” em função do peso.

Sobre a possibilidade de construir uma nova travessia, o presidente da administração portuária considerou não se justificar, uma vez que a futura intervenção vai solucionar o problema.

Durante o período de encerramento o transporte entre as margens é assegurado por transportes fretados pela APDL, que estarão em funcionamento durante 24 horas.

As paragens tem lugar, em Matosinhos, no acesso nascente à ponte móvel (junto à paragem da Maré de Matosinhos) e em Leça da Palmeira, por baixo da ponte (junto à paragem dos STCP).

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