O mês de março traz-nos o Dia da Mulher. O Notícias Maia não quis deixar passar o dia em branco e foi ao encontro de 6 maiatas que se destacam nas suas áreas, para conhecer as mulheres além da profissão. Fizemos as mesmas perguntas a cada uma destas personalidades e, em comum, encontramos a determinação e o orgulho em se ser mulher. Hoje falamos de Susana Neto, investigadora na área da oncologia.

Notícias Maia (NM): Em poucas palavras, para ti, o que significa ser mulher?

Susana Neto (SN): Ser mulher, para mim, é conseguir conciliar a força e a sensibilidade. Conseguir ser focada, mas ao mesmo tempo, ter a capacidade de executar várias tarefas ao mesmo tempo. Ser emotivo e emocional. E mesmo falhando, encarar sempre com uma aprendizagem.

NM: Uma mulher que vejas como referência na tua vida?

SN: Sem dúvida a minha mãe. Aquilo que eu sou hoje, devo-o à minha mãe. E à minha avó, que é outra grande referência para mim. Antes de ser mulher sou uma pessoas que me caracterizo por todos os valores que os meus pais me transmitiram. E sem dúvida que a minha mãe teve um papel muito preponderante. É uma força da natureza que eu, nunca admitindo, sempre quis seguir.

NM: Uma coisa que gostas de fazer e que as pessoas não sabem?

SN: Eu tenho dificuldade em fazer alguma coisa sem que as pessoas que me rodeiam saibam! Costumo dizer que sou um livro aberto (risos). Sou muito faladora e sociável. Às vezes até falo demais. Eu adoro estar com pessoas, falar e partilhar experiências de vida. Eu também gosto muito de dar a minha opinião, o que também pode ser visto como um defeito! (risos)

NM: O principal objetivo que ainda queres cumprir na vida?

SN: Diria que é ser mãe. Gostava muito. Acho que 2020 vai ser um grande ano para mim porque é o ano em que eu entrego a minha tese de doutoramento e em que me vou casar. Portanto acho que os objetivos se vão cumprindo. Mas acho que ser mãe vai mudar muito a minha vida e a forma como a vejo.

NM: Qual é o caminho que ainda falta percorrer para entendermos o homem e a mulher como iguais?

SN: Honestamente, na minha vida, eu nunca senti que fui discriminada ou perdi uma oportunidade por ser mulher. Não sinto isso, mas também pode ter que ver com a minha profissão. Mas na nossa sociedade consigo compreender que há mais lugares de liderança ocupados por homens. Ao mesmo tempo acho que a mulher acaba por ter menos tempo por engravidar e ter filhos. Acho que a mudança poderia passar por dar um incentivo extra e não prejudicar as mulheres por constituírem família.

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