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Serralves vai receber passageiros no Aeroporto

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O Museu de Arte Contemporânea de Serralves vai levar ao Aeroporto Francisco Sá Carneiro a obra: We the people / Nós, o povo (pormenor), 2011, do vietnamita Danh Vö.

Vai a inaugurar no dia 6 de setembro, pelas 16:30 horas.

Esta apresentação é resultado de uma parceria entre a ANA – Aeroportos de Portugal S.A. e a Fundação de Serralves, ao abrigo da qual, entre outras iniciativas, obras da Coleção de Serralves são periodicamente apresentadas no interior do terminal de passageiros do Aeroporto do Porto.

A coleção de Serralves, desde a sua criação em final dos anos 1980, oferece uma ampla e segura amostragem da produção artística de Portugal e do Mundo, desde meados dos anos 1960 até aos dias de hoje.

Um programa de exposições ou instalação de peças de uma coleção fora do seu museu e por vários locais do país tem o valor acrescido de permitir o contacto com públicos diversos em espaços não necessariamente vocacionados para a realização de exposições de arte contemporânea. Esta deslocalização permite, com generosidade, expandir as oportunidades de reformulação dos significados da produção artística, abertos ao confronto entre as obras e os novos contextos.

DANH VÖ nasceu em 1975, em Bà Ria, no Vietname

Os conceitos de legitimação e autenticidade, a circulação de ideias e ideologias e o questionamento da autoria são traços característicos da tão subtil quão eloquente obra de Danh Vö. Entre as temáticas recorrentes do seu trabalho contam-se a deslocação, o encontro de culturas e a imigração que marcaram o seu percurso de vida: forçado ao exílio, Vö fugiu com a família de barco para Copenhaga em 1979, onde iniciou estudos de arte que terminaria já em Frankfurt, mudando-se em 2005 para Berlim, onde vive.

We the people (detail) [Nós, o povo (pormenor)] — cujo título cita as três primeiras palavras da Constituição dos Estados Unidos da América — faz parte de um projeto iniciado em 2010 em torno da Estátua da Liberdade. Impressionado com a fragilidade da superfície de cobre que reveste a estrutura de aço do monumento, Vö encomendou uma réplica, à escala 1:1, desse revestimento. O objetivo não era erigir uma nova estátua mas, apropriando-se de uma obra alheia, reconstruir os seus elementos individuais e dispersá-los por diferentes coleções de todo o mundo, levando ao extremo a real fragmentação da estátua, duas peças da qual foram exibidas (a mão segurando a tocha em Filadélfia e a cabeça em Paris) antes da sua definitiva montagem e instalação na Ilha da Liberdade, na baía de Nova Iorque, próximo da Ilha de Ellis, porta de entrada na América para milhões de imigrantes na primeira metade do século XX. Mantendo embora uma ligação com este símbolo universal, os fragmentos de Vö, que dificilmente se voltarão a reunir num mesmo espaço, sublinham a erosão do seu significado mítico. Identificando o todo de que o fragmento exposto é parte e confrontado com a fragilidade material e conceptual do icónico monumento, o espectador questiona a natureza abstrata e vulnerável do conceito de liberdade.

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