Forças talibãs estão apertam o cerco a Cabul, estando a cerca de 50 quilómetros da capital afegã. EUA e Reino Unido vão retirar diplomatas do país.

Os talibãs já tomaram o controlo da segunda maior cidade do Afeganistão e estão cada vez mais perto da capital, Cabul. Em apenas uma semana, já controlam 15 cidades afegãs. O grupo radical islâmico já avançou também para Herat e Kandahar, as duas maiores cidades do país depois da capital, Cabul.

Leonidas

Em Kandahar, para onde milhares de pessoas estavam a fugir, os talibãs começaram por atacar a prisão. Por enquanto, o aeroporto ainda é controlado pelas forças do Governo, tendo sido nos últimos 20 anos, uma das principais bases militares das tropas norte-americanas.

Caso venha a subir ao poder, o grupo radical islâmico não será reconhecido como Governo pelas Nações Unidas, sabendo-se para já que os países membros preparam-se para emitir uma declaração a condenar a ofensiva. Os Estados Unidos e o Reino Unido já anunciaram que vão enviar militares para o Afeganistão para ajudar a retirar do país os funcionários das embaixadas e os cidadãos nacionais.

Em comunicado publicado esta quinta-feira, 12 de agosto, a embaixada dos EUA apela aos norte-americanos que não puderem comprar um bilhete de avião ou que estejam a aguardar por um visto de imigrante para um cônjuge ou filho menor para que contactem os diplomatas no país a fim de obterem “um empréstimo de repatriação”. A embaixada refere ainda que, devido à crescente violência e ameaças que levaram a uma redução de pessoal, a sua capacidade para assistir os cidadãos residentes no país do Médio Oriente é “extremamente limitada”.

Londres critica retirada das tropas Americanas do Afeganistão

O ministro da Defesa britânico criticou a decisão dos Estados Unidos da América (EUA) de retirar as suas tropas do Afeganistão, afirmando temer um regresso da Al-Qaida e estar “preocupado” com potenciais ameaças à segurança mundial.

A partida das forças militares norte-americanas do Afeganistão, que também levou à retirada do aliado britânico e que deverá estar concluída no próximo dia 31 de agosto, “deixa um problema muito, muito grande no terreno”, frisou o ministro da Defesa britânico.

Esta grande ofensiva dos talibãs contra as forças do Governo afegão começou no início de maio, após começar a retirada final das forças internacionais do Afeganistão.

Republicanos comparam saída do Afeganistão à queda de Saigão

O senador Mitch McConnell,  líder dos republicanos naquela câmara, criticou recentemente a administração Biden pela sua decisão de anunciar a retirada das tropas até 11 de setembro, data coincidente com o 20º aniversário do ataque às torres gémeas de Nova Iorque.

“As últimas notícias de uma nova retirada na nossa Embaixada e o envio apressado de forças militares parecem preparativos para a queda de Cabul”, disse McConnell, que acrescentou que “as decisões do presidente Biden fizeram recordar-nos uma sequência ainda pior da humilhante queda de Saigão em 1975”.

“O Presidente Biden está a descobrir que a maneira mais rápida de acabar com uma guerra é perdê-la”, disse o senador, que pediu à casa Branca que se comprometa com o fornecimento de mais apoio às forças afegãs. Sem esse apoio “a Al-Qaeda e os Taliban podem celebrar o 20º aniversário dos ataques de 11 de setembro incendiando a nossa Embaixada em Cabul”.

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