Ministro das Infraestruturas e Habitação apontou o dedo às rotas criadas a Norte, por serem deficitárias, mas há aviões a operar a partir de Lisboa ainda com menor ocupação.

O ministro Pedro Nuno Santos disse esta semana que as quatro rotas criadas no Sá Carneiro, desde que o Estado reforçou posição na companhia aérea portuguesa, têm “46% da lotação em média” e constituem “um prejuízo para a TAP”. No entanto, segundo fontes do setor, citadas pelo Jornal de Notícias, a ocupação referida é bastante superior à de alguns voos que saem de Lisboa. Confrontada, a TAP recusou-se a comentar esta afirmação.

O mesmo jornal refere que foi possível apurar, “junto de fontes conhecedoras dos números do setor”, que existem “voos que saem de Lisboa para Luanda, com 14%, ou para São Paulo, com menos de 30%” de lugares ocupados. Além disso, a companhia área portuguesa, sediada em Lisboa, vai manter apenas seis destinos internacionais regulares no inverno e mais dois operados apenas no Natal (Genebra e Zurique), com redução na ponte aérea para Lisboa e apenas um voo por dia para o Funchal. Desiste de Zurique, Genebra, Luxemburgo, Munique, Ponta Delgada, Milão, Bruxelas e Madrid.

Em sentido contrário, para o mesmo período onde a TAP aplica reduções de voos, outras companhias reforçaram a aposta no Aerporto Francisco Sá Carneiro. A Swiss irá operar 15 voos semanais e a Luxair vai passar de cinco voos semanais para uma ligação diária para o Luxemburgo.

Rui Moreira, presidente da Câmara Municipal do Porto, sugeriu que o Governo “incorpore a TAP na Carris ou na muito rentável Soflusa”, pois “havemos de encontrar uma solução”, e Lisboa “fica com a TAP que, sem o prejuízo do Porto, deixa de ser um “perdócio””.

A TAP deverá esgotar já este ano a totalidade do empréstimo estatal de 1 200 milhões de euros que estava previsto ser utilizado até 2021. E, para o próximo ano, o Governo já reservou outros 500 milhões de euros, montante que será utilizado como garantia estatal para um empréstimo bancário a ser contraído pela companhia aérea.

A Iniciativa Liberal avançou com uma intimações em tribunal, para obrigar o Governo a divulgar o plano de liquidez da TAP. João Cotrim Figueiredo considera que não se pode debater a proposta orçamental de mais 500 milhões para a TAP, a somar aos 1200 milhões já decididos para este ano, sem se conhecer o plano de liquidez. “Temos de nos pronunciar e votar algo às cegas? É inacreditável que o Governo esteja há três meses a esconder o plano e a fugir de prestar contas aos portugueses sobre o uso do seu dinheiro, sobretudo numa situação de crise como esta”.

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