Autárquicas no feminino?

1.- O município da Maia pode passar para um novo ciclo, com as eleições que aí vêm. A classe política que nos tem governado, ou que tem sido oposição, deverá dar lugar a um outro pragmatismo, posicionado num novo axioma. De Vieira de Carvalho, Jorge Catarino ou Bragança Fernandes, já todos os munícipes sabem quais os roteiros intelectuais, sociais ou culturais; há que dar ao concelho um corajoso renovamento, aqui não existem políticos profissionais, para lambarices ou esbanjamentos, existe sim, uma exigência que será criada por atores em fulgor de vida. Para nós que passamos anos dedicados ao governo ou à oposição, está fechada a porta de querermos confundir as esperanças em novos procedimentos, para tal banhados em juventudes caldeadas, que profusamente temos, felizmente! A vida não é para a política, mas esta para a vida, há sempre um ponto de equilíbrio em que se deve saber retirar, não como cidadãs e cidadãos sempre úteis e não redutíveis ao renunciamento das práticas políticas. Mas uma coisa é isto, outra, o querer sucessivamente os poderes, porque não sabem mais que fazer. A renovação é necessária em todos os sentidos, e neste caso de serviço público, há que dizer que tudo tem um fim.

2.- As eleições autárquicas para a Maia estão aí, são em 2017, e os posicionamentos começam a adivinhar-se. Infelizmente para nós, parece que a banda tocará as mesmas danças. Não que estas sejam infames, mas é necessário que os espectadores ouçam outros hinos. Que as democracias sejam mais participativa e a representação mais profícua. Não vale nadar sempre nos mesmos lagos, porque começam a ser infestados, o que é normal quando os poderes se tornam corrosivos com os tempos; é altura de aparecerem alternativas com mais valores cimentados em fortes pilares partidários ou nem tanto. Governar uma autarquia é estar com as populações muito mais que com os partidos, embora aquelas possam pertencer a estes. Ou com partidos, necessários, ou sem partidos, é com clareza que veremos uma mudança de governantes, não insistindo sempre nas mesmas ideias, mas fomentando outras e isso passa pelas pessoas.

3.- Sou conhecedor o suficiente para tudo isto afirmar. Mas mais que isso, é que existem candidatos, se o quiserem ser, suficientes para este caminho. Mais: não são do sexo masculino, mas do feminino, o que se tornará numa “governança” mais dotada de sentido e de capacidade de entendimento das coisas: as mulheres são diferentes. Conheço particularmente bem a Dr.ª Paula Duarte, e reconheço nela as capacidades e a confiança para uma candidatura. Tem um bom curriculum para tal, é da Maia, foi deputada, militante do Partido Socialista, deputada municipal que foi, é invejosa a sua carreira ao nível do local, seria uma boa aposta. Não conheço pessoalmente a Dr.ª Emília Santos, nem nunca falei com ela, mas pelo que leio, é uma pessoa corajosa e seria uma boa candidata, pelo Partido Social Democrata. Outras candidaturas surgirão certamente, seria a vez de o CDS ir a votos, e o Bloco de Esquerda ou a CDU, terão outras candidaturas e talvez de mulheres, mas, creio mesmo, que, quer Paula Duarte, quer Emília Santos possuem características agregadoras de partidos, movimentos e outros, para se apresentarem em frentes unidas.

4.- Seria bom para a Maia deixar a inércia, natural quando se está no poder anos a fio. Ver Paula Duarte e Emília Santos apresentarem os seus programas para uma melhor Vida na Maia, seria interessante. Certamente atrairiam a si, cada candidatura, enormes ondas de apoios, de partidos e independentes, estes, alguns, já foram de partidos. Todos lucraríamos com isso, mas não me venham falar mais em passageiros que há longos anos estão no mesmo autocarro!

Joaquim Armindo
Doutorando em Ecologia e Saúde Ambiental

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