E depois de Paris?

Maslow classificou muito bem as necessidades dos seres humanos. Diz o seu teorema que o homem, ou qualquer animal em geral, em função da sua complexidade não pode avançar para a resolução de determinada necessidade se as suas necessidades mais básicas não estiverem satisfeitas.

A segurança na Europa, em particular na Comunidade Europeia, sempre foi algo dada como adquirida (pelos nas últimas décadas). Prova é o relatório da ONU que dá a Europa como a zona mais segura do mundo para se viver! Afirma esse relatório que pelo facto de a Europa não se envolver directamente em conflitos armados, nem ter em curso outras políticas de guerra interna, que a probabilidade de insegurança é menor do que outros países.

Mas de repente… Paris. Agora o medo vive, o terror espreita e de um momento para o outro a cidade da luz enegreceu. Os europeus tentam a normalidade, mas assustam-se com barulhos que outrora não significariam nada. Os metros têm menos gente, as pessoas saem menos, mas mesmo assim corajosamente tentam manter rotinas quotidianas.

Os acontecimentos de Paris vão ter consequências que ninguém a esta altura arrisca prever. De um momento para o outro as nossas necessidades básicas foram comprometidas, e tudo se poe em causa.

Grandes desgraças trazem a união, e a Europa saberá transformá-la numa teia de resgate da confiança, da esperança… e sobretudo da segurança.

Nesta altura pouco dizem os números, as opiniões pessoais, as reflexões individuais ou qualquer outra tentativa explicativa do fenómeno nacional. Nesta altura, o todo Europeu é bem mais importante do que a soma das suas partes.

Uma coisa é certa: vai haver uma antes e um depois de Paris.

Esperemos que a história depois de Paris, seja melhor que aquela que tivemos oportunidade de viver antes.

Ricardo Filipe Oliveira,
Médico;
Doc. Universitário UP;
Lic Neurof. UP;
Mestre Eng. Biomédica FEUP ,
Não escreve ao abrigo do novo acordo ortográfico.

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