Em defesa da liberdade

No passado dia 7 de Janeiro, assistimos a um vil ataque à liberdade de expressão, por parte de 3 jihadistas.

Quando um grupo de fundamentalistas, alegadamente em nome de Deus, mata doze pessoas por uma satirização dos seus ideais, só podemos chegar à conclusão que alguém está em guerra com a Europa, com o projecto Europeu e eu, como cidadão do velho Continente, começo a ficar com medo do que estes terroristas serão capazes de fazer a seguir.

Este atentado não pode ser apenas motivo de revolta nas redes sociais. As instituições Europeias não podem apenas condenar o que aconteceu e ficar à espera que não volte a acontecer. Ficou provado, na passada 4ª Feira, que as palavras não nos protegem de fanáticos capazes de tudo para silenciar quem não está de acordo com eles.

Eu compreendo que o papel da Europa no mundo é ser a voz do que está moralmente correcto. Eu compreendo que a Europa seja o território mais seguro e menos violento do planeta. E até compreendo que a Europa já tenha a sua segurança assegurada pela NATO. Só não acredito que a Europa continue a prestar o mesmo serviço ao mundo sem fazer um upgrade da sua política de defesa. Na minha opinião, está na altura de parar com os sucessivos adiamentos da Comunidade Europeia de Defesa.

A Europa tem que ter meios para se defender de atentados como o que aconteceu na sede do Charlie Hebdo, mas sobretudo, tem que ter meios para prevenir que estes crimes não voltem a acontecer. Aliás, se a CED não avançar, arrisco-me mesmo a dizer que a Europa como a conhecemos hoje implodirá, graças a políticos oportunistas com as suas promessas extremistas de fecho de fronteiras e até mesmo da pena de morte.

Um projecto de paz, com mais de 70 anos, não ficar em risco porque alguém decidiu que estava a incomodar muito. Um projecto de paz deve acolher todos aqueles que o procuram, mas deve defender-se até aos dentes de quem procura o caos.

Tiago Reis

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