“O Norte e o desenvolvimento nacional”

A CCDR-N comunicou em final de Novembro que “dada a dimensão económica da região do Norte, esta região foi o principal motor de crescimento da produtividade em Portugal”, na qualidade de responsável pelo relatório trimestral que completa 10 anos. Os dados são inequívocos e insuspeitos quanto ao mérito da região Norte, e do Distrito do Porto em particular, sobretudo no crescimento verificado entre 2011 e 2015, período de governação liderada pelo Dr. Pedro Passos Coelho.

Aos desafios impostos por um resgate financeiro do País, a juntar ao atraso progressivo verificado ao longo de décadas de perda de competitividade e desigualdade inter-regional de oportunidades, o Norte deixou inequívoca a sua força empreendedora e o caráter da sua Gente.

O referido relatório chega mesmo a evidenciar que a produtividade aparente do trabalho era, em 2015 e na Região do Norte, a quarta maior em Portugal, tendo aumentado 6,5% entre 2008-2015, acima da média nacional.

Atualmente, em contexto de declarada ostracização territorial e discriminação regional do Norte, tem este relatório particular importância para reforçar a importância do Governo vir ao terreno conhecer as Pessoas e as razões destas reclamarem o cumprimento de compromissos assumidos por parte do Estado.

E deve o Governo entender de forma clara e transparente que as Pessoas do Norte apenas exigem o que Lhes é devido e assegurado, mas inexplicavelmente retirado  nos últimos meses: ligação do metro Ismai-Trofa, IC35, alargamento da EN14, IP3, presença da TAP no aeroporto Francisco Sá Carneiro, Porto de Leixões (terminal de águas profundas).

De forma discricionária, arrepiada de qualquer sentido de Estado e de responsabilidade, os projetos acima identificados foram “congelados” mesmo sabendo-se que são críticos para a recuperação da região e para a coesão social local. Apesar de terem, por diversas vezes, sido denunciadas pelo PSD/Porto estas opções, a realidade visível é que a sua execução foi “esquecida” pelo governo PS-PCP-BE sem explicações, e o único aparente desmérito encontrado é terem sido concebidos e iniciados por outros governantes!

 

O Norte, suas Pessoas, Instituições e Empresas, não beneficiam de “economias vazias de valor”, evolução do PIB assente em enganoso “crescimento” económico nominal (suportado pelo consumo interno, inflação e endividamento). E muito menos recolhem qualquer proveito de medidas fiscais direcionadas a grandes empresas, como sejam as medidas de “participation exemption” previstas no OE 2017, apenas válidas para bancos e grandes instituições financeiras…

O desempenho da Gente do Norte assenta em Trabalho, Talento, Produtividade, Criação de Valor e Seriedade na Cidadania.

O referido relatório veio confirmar os dados do INE, atempadamente divulgados pelo PSD/Porto, sobre as exportações entre 2011 e 2015. Neste período, se é verdade que Portugal teve um excelente crescimento de 10,2% como exportador, a região Norte superou essa marca de referência e cresceu 15,1%!

 

Infelizmente, nem o fato de 42% de exportações nacionais para a Europa serem concretizadas por Trabalhadores e Empresas nortenhas faz merecer a atenção desta região, por parte do Governo.

Talvez desta vez, por mais uma inegável e insuspeita evidência dos números tantas vezes apresentados (e sempre desprezados) pelo PSD/Porto, possamos aspirar a que seja reposta alguma da verdade e mérito regional, o que só pode ser feito de uma forma: reconhecer o respeito pelas Pessoas desta região, e garantir a continuidade dos projetos de desenvolvimento territorial previstos.

 

António Bragança Fernandes

Presidente da Comissão Política Distrital do PSD/Porto

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