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PSD discorda do governo relativamente à expansão do Metro do Porto

A Distrital do Porto do PSD criticou esta segunda-feira as medidas tomadas pelo Governo relativamente à expansão da rede do Metro do Porto, considerando-as “insuficientes, desequilibradas e altamente injustas” para a população do Grande Porto.

Em comunicado, o PSD acrescenta que a opção do Governo “prejudica, uma vez mais, as populações do norte da Área Metropolitana, particularmente as da Trofa, que estão sem transporte ferroviário há mais de 15 anos, com a promessa da sua substituição pelo metro de superfície”.

“Só depois de resolvido o problema da Trofa é que o PSD do distrito do Porto aceitará discutir soluções credíveis para a expansão da rede de metro do Porto, de forma equivalente a todos os municípios, nos mesmos moldes em que o Estado expandiu e expande a rede do metro de Lisboa”, lê-se no comunicado.

Para o PSD, a decisão do Governo foi “puramente economicista”, optando por “votar a Trofa ao esquecimento”.

O PSD sublinha que o anterior Governo PSD/CDS preconizou uma solução “equilibrada e ponderada para o problema, com acordo de todas as partes envolvidas”, designadamente CCDR-N, Metro do Porto e municípios da Maia e da Trofa.

Uma solução que, sublinha o PSD, passava pelo recurso aos fundos comunitários, possibilitando que, “com pouco mais de cinco milhões de euros do Orçamento do Estado”, fosse concretizada a primeira fase da expansão da linha, levando o metro até à freguesia de Muro, no concelho da Trofa, “que é a mais afetada pela retirada do comboio, dando um sinal de justiça para com as populações”.

Por isso, e face à opção do atual Governo, a Distrital do Porto do PSD vai propor ao seu Grupo Parlamentar que leve o assunto novamente à Assembleia da República e “imponha que os projetos de resolução aprovados por unanimidade em torno desta questão sejam concretizados”.

“Todos os partidos políticos com assento parlamentar não podem ignorar este problema de grave conflito Institucional entre o Governo e a Assembleia da República”, vinca o comunicado.

Fonte: jn.pt

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