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A 22 e 23 de novembro o Fado está de volta ao Fórum da Maia

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João Chora e Sons de Coimbra, esta quinta e sexta, respetivamente. Os espetáculos decorrem no Fórum da Maia e os bilhetes podem ser adquiridos no Fórum da Maia, Biblioteca Municipal da Maia, Maia Welcome Center e online forummaia.bol.pt

22 de novembro, 21h30
Grande Auditório do Fórum da Maia
João Chora – Aromas de Fado

João Chora, que comemora 30 Anos de Carreira, apresenta no Fórum da Maia no próximo dia 22 de Novembro de 2018 pelas 21.30 o seu mais recente trabalho discográfico “Aromas de Fado”, com produção de Custódio Castelo.
Nascido na Chamusca, no coração do Ribatejo, transporta consigo todas as tradições fadistas duma região, como se a sua voz tivesse sido abençoada pelo Tejo e salpicada pelas cores verdejantes da Lezíria. O Fórum da Maia vai assim ser perfumado de Aromas de Fado, numa partilha com o público que já se habituou ao talento de quem faz do Fado poemas cantados com todas as emoções, por um Homem do Ribatejo que fala o falar do Fado, numa Portugalidade irrepreensível.

Neste espetáculo João Chora traz como convidados Custódio Castelo, Marla Amastor e Fernando Maia.

Bilhetes ao preço único de 10,00€.

23 de novembro, 21h30
Grande Auditório do Fórum da Maia
Sons de Coimbra

1ª parte: Serenata de Coimbra
2ª parte: Fado com dança; Fado com coral.

Na segunda parte colaborarão com o “Sons de Coimbra” a Escola de Dança Maia Club e o Grupo Coral da Justiça.

Paulo António Hernandez Sampaio nasceu no Porto em 1946, mas viveu em Coimbra até os alvores da década de 60 onde estudou no então Liceu Normal D. João III. No Porto concluiu o ensino liceal (o 7º ano do 3º ciclo) no Liceu Alexandre Herculano e inicia os Preparatórios de Engenharia. De regresso a Coimbra conclui (1964-1967) na faculdade de Ciência da UC a fase vestibular do Curso de Engenharia Eletrotécnica, vindo a licenciar-se na Faculdade de Engenharia da UP (1967-1970).

O gosto pelo canto nasceu-lhe em meados da década de 50, quando seu Pai, António de Almeida Campos Sampaio, o levou a ouvir o seu contemporâneo Napoleão Amorim, ainda hoje ativo como cantor. Uma paixão surgia…

Na Coimbra dos anos 60 ainda sentiu os ecos de Luiz Goes e José Afonso; conheceu Adriano Correia de Oliveira, António Bernardino, Gomes Alves, Augusto Camacho, entre outros. Pertenceu ao grupo de fados do Coro Misto com os “guitarras” José Bárrio e Manuel Antunes Guimarães, o “viola” Nilton Bárrio e o cantor Custódio Montes. Em 1967 tiveram pronto para gravar um EP 45RPM; infelizmente, a gravação não se concretizou. Ainda nesse ano fizeram o Sarau da Queima das Fitas no Teatro Avenida; executaram “Raiz-dança” de Carlos Paredes e fecharam a serenata com a “Trova do Vento Que Passa”, cantada pelo próprio Paulo Sampaio; atitude corajosa e, naturalmente muito aplaudida.

Já estudante da UP formou um conjunto de fados e guitarradas que viria a colaborar com o Coral de Letras de Universidade do Porto: Hernâni Pinto, Mário Oliveira e ocasionalmente Amaro Neves (cantores), Manuel Antunes Guimarães, António Gomes da Silva, Orlando Lourenço (guitarristas), Armando Luís Carvalho Homem, Manuel Carvalho (violas).

Pouco ativo de 1971 a 1980, a residir no Porto desde 1972, colaborou com os “guitarras” António Cunha Pereira e Manuel Melo da Silva, os “violas” Carlos Teixeira e Arnaldo Brito. Já no abrir do presente século participou com os cantores Hernâni Pinto e Artur Pereira no CD “Sobre as Ondas da Memória” com fundo instrumental de Raúl Barros Leite, Armindo Madureira (guitarristas), José Alão, Agostinho Matos (nas violas).

Nos últimos anos tem colaborado com os Grupos de “Águeda” e “Raízes de Coimbra”, integrados pelos cantores Heitor Lopes, Mário Rovira e Castro Madeira, pelos guitarristas Octávio Sérgio, José Santos Paulo, José Rocha e pelos “violas” Carlos Teixeira, Jorge Rino, Humberto Matias, Rui Pato.

Integra, atualmente, o grupo de fados e guitarras “Memórias de Coimbra”, juntamente com os guitarristas Domingos Mateus, Tomé Pereira, Fernando Silva e, esporadicamente, Miguel Assis, os violistas Paulo Alão e Mário Neiva e a “voz ” de Custódio Montes. Tem participado como cantor convidado em espetáculos do conjunto de fados “Viana Canta Coimbra”, tendo gravado “ao vivo” serenatas em Darque e em Viana do Castelo. Recentemente foi dirigido pelo maestro Filipe Cunha interpretando a “Canção da Emigração”, acompanhado pelo Coro de Câmara de Barcelos e pela Banda Musical de Oliveira.

Domingos Mateus

Natural de Lisboa, cidade onde nasceu em 1961. Domingos do Carmo Felizardo Mateus desde muito cedo mostrou atracão por cordofones. Começou a tocar viola para acompanhar a música ligeira então em voga; porém certo dia teve a felicidade de ver e ouvir tocar Carlos Paredes.

Os sons que este inolvidável artista tirava da sua guitarra de Coimbra levá-lo-iam à sedução máxima e à sua grande paixão pela canção coimbrã; a generosidade do Padre Mário, sacerdote responsável pela paróquia da Trafaria, onde então residia, veio proporcionar-lhe a sua primeira guitarra de fado.

Os grandes desenvolvimentos na sua educação musical como intérprete de Coimbra, iniciam-se quando estudante da Universidade do Minho (onde se licenciou em Matemática); em Braga formou um primeiro grupo com o “viola” Veloso Gomes.

Mais tarde integrou no Grupo de Fados e Guitarras de Coimbra com o malogrado cantor António (Tó) Nogueira, o guitarrista João Moura e o “viola” José Santos. Com este grupo atuou em inúmeros espetáculos em Portugal, Alemanha e Brasil.

Na atualidade integra o grupo “Memórias de Coimbra” com os guitarristas Tomé Pereira, Fernando Silva e, esporadicamente, Miguel Assis. Os violistas Paulo Alão, Mário Neiva e os cantores Custódio Montes e Paulo Sampaio.

José António Teixeira

Zé António, José António Antunes Teixeira nasceu, já passaram bastantes anos, na freguesia de Sá (Ponte de Lima). Na adolescência encontra, num armário, uma viola lindíssima e característica de fim de século (Séc. XIX), que pertencera a seu avô. O alfaiate da freguesia e músico na banda de Ponte de Lima (o Zé Vaz), ensina-lhe os primeiros acordes e o gosto pelo instrumento. Para uma lágrima furtiva convirá recordar que essa viola ardeu (perda irreparável e desnecessária), durante um ataque na guerra colonial (Guiné).

Na juventude, fez parte do conjunto (agora diz-se banda) “Os Peraltas”, que foi o primeiro grupo de guitarras elétricas de Viana do Castelo, onde residia e estudava. Simultaneamente começou a acompanhar fados de Coimbra, sobretudo em festas académicas e num projeto semanal para turistas numa quinta de Ingleses e para Ingleses na Barca do Lago (Esposende). Regressado da tropa, frequenta a Faculdade de Letras da Universidade do Porto como trabalhador-estudante (já então bancário); não termina a licenciatura.

Há cerca de 15 anos ajudou a formar e integra ainda o grupo de fados “Viana Canta Coimbra”. Porém, para poder acompanhar temas de Carlos Paredes (agora uma paixão), tem necessidade de estudar música e guitarra clássica; frequenta então a “Escola Amadeus” em Viana do Castelo, mas fazendo exames na “The Associated Board of the Schools of Music”, de Londres, acreditada em todo o mundo.

Esta aprendizagem, o tocar inicial com o guitarrista Carlos Bexiga e o posterior encontro, o convívio e o ter que acompanhar o guitarrista Domingos Mateus, obriga-o a trabalho acrescido. Abre-lhe, no entanto, novos horizontes e uma, ainda maior, admiração pelo grande intérprete da viola dedilhada que foi Fernando Alvim, sua grande referência.

Nas suas palavras estudar e acompanhar à viola temas de Coimbra (fados, baladas e variações), é uma limpeza de alma e um não ver o tempo passar.”Sons de Coimbra” é um trabalho abarcante na seleção de temas, maioritariamente caracterizado pelos caminhos do Canto e da Guitarra de Coimbra do último meio século. Paulo Sampaio tem aqui o seu encontro com a discografia, que falhou em 1967. Parabéns! E a Domingos Mateus e a José António Teixeira é de dizer: dêem-nos mais criações ou interpretações!

Bilhetes ao preço único de 5,00€.

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