Antigos utentes e ex-monitores garantem que denunciaram casos, mas foram ignorados. Estarão atualmente em curso inquéritos do Ministério Público e Segurança Social.

Nos últimos quatro anos, a casa de acolhimento da Fundação Lar Evangélico Português, que recebe crianças e jovens em perigo, sinalizadas pela Segurança Social, terá sido palco de abusos sexuais, relações sexuais consentidas entre rapazes e raparigas e consumo de drogas. Quem o afirma é JN na sua edição de hoje.

A Fundação Lar Evangélico Português é uma instituição particular de solidariedade social, registada na Direção-Geral da Segurança Social em 1998, com sede na Rua Dom Afonso Henriques, freguesia de Águas Santas. O Lar Evangélico Português que deu origem à Fundação Lar Evangélico Português foi fundado em 7 de julho de 1948 pelo Pastor Joaquim Eduardo Machado e pela sua Esposa Dona Isménia Augusta Fontes Machado com o apoio da Terceira Igreja Evangélica Baptista do Porto. A Instituição possui duas respostas sociais. Uma Casa de Acolhimento (Lar de Crianças e Jovens) e uma Estrutura Residencial para Pessoas Idosas (Lar de Idosos).

De acordo com o jornal, há menos de um mês, “um adolescente, de 17 anos, foi preso por violar outros três utentes, mais novos” após o próprio ter também sido vítima de abusos anos antes.

A denúncia terá sido apresentada por antigos utentes e ex-funcionários da instituição. Estes asseguram que a direção do Lar Evangélico foi informada dos casos, mas não terá tomado qualquer ação. Ao Jornal de Notícias, a Procuradoria-Geral da República confirmou a existência de investigações, à semelhança da Segurança Social.

João Duarte, que esteve à frente do conselho de administração da instituição no último mandato, negou a impunidade denunciada, garantindo que os casos foram reportados às entidades competentes e que foram tomadas medidas.

Jovem detido pela Policia Judiciária

Um ex-utente da casa de acolhimento garantiu que viu outros dois utentes a terem relações. “No dia seguinte, fui contar o que vi ao diretor técnico que, dois dias depois, disse-me que não tinha provas e que não podia fazer nada”, afirmou. Um dos rapazes denunciados forçava com frequência os colegas mais novos a práticas sexuais, tendo-se mantido na instituição até ao mês passado, quando foi detido pela Polícia Judiciária.

Falta de monitores era um dos problemas

A falta de monitores para vigiar os utentes é uma das explicações para os problemas que aconteciam na instituição.

“Não havia quem nos vigiasse e vários rapazes fumavam droga no interior das instalações”, afirma um outro ex-utente.

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