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“Ai as minorias, as minorias…”

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Agosto é tradicionalmente chamado de “Silly Season”! Que o diga o governo que, antes de entrar em “vacances”, promulgou duas espetaculares “Silly Laws”.

O entusiasmo para vos falar sobre as ditas é tanto, que fica difícil escolher por qual começar…

Vou direta à que limita o futuro dos descendentes e parentes de uma minoria: o empresário que, em face da sua dimensão ou área de negócio, tem necessariamente de prestar serviços e fornecer produtos ao Estado. Uma minoria que contribui com o seu esforço para a criação de emprego e de riqueza para a Nação e, que no final, é presenteada com o mais elevado saque fiscal de sempre.

Esta minoria, considerada pela singular esquerda moderna, dita progressista, de exploradora, vilã desprezível que explora quem trabalha, vê-se obrigada a, no seu quotidiano, internalizar elevados custos unicamente para aceder a portais de contratação pública que dão acesso a apresentar propostas para fornecer o Estado. Singular máquina esta a quem se tem de pagar unicamente para poder concorrer a procedimentos que são decididos, quase em exclusivo, pelo preço mais baixo. Espante-se o comum mortal que pensa que fornecer o Estado é um privilégio.

Enquadramento empresarial à parte, é bom perceber que a recente Lei n.º 52/2019, de 31 de julho, limita o acesso aos filhos, netos e restantes familiares diretos de empresários, a cargos públicos de relevância. Percebe-se. Atualmente quem legisla fá-lo com base no reflexo do que vê no espelho e na bolha mediática da espuma dos dias. É normal por isso que em qualquer negócio veja corrupção ou favorecimento, tendo perdido os conceitos de honra, ética ou da nobreza de exercer política no único interesse da sua nação. Assim sendo, os familiares desses empresários não só não podem trabalhar com o estado, assim como os seus filhos não podem almejar um dia servir a Nação.

Tendo eu uma quota numa empresa familiar que trabalha com o Estado há mais de 30 anos, tive que explicar à criançada lá de casa, que está em processo de “quando for grande quero ser qualquer coisa”, que além de ladrões, traficantes e corruptos, também não podem ser políticos, caso contrário o tio, o avó (que trabalha pro bono), a mãe e os restantes 40 trabalhadores, correm o risco de ficar sem o ganha pão.

Até aqui tudo bem! O rapaz entendeu e encolheu os ombros, mais para mais não apreciou, aquando de uma visita de estudo, as instalações da assembleia da república mais concretamente do hemiciclo, “muito abafado e pequeno” diga-se. Já a rapariga lamentou o tempo perdido durante este ano letivo a participar no parlamento dos jovens com ideias para eventuais leis que melhorassem a vida dos seus concidadãos.

À rapariga incrédula, tive que explicar que dado o elevadíssimo desígnio de serviço ao povo pelos mais distintos políticos e tendo em conta que estes o fazem honradamente e sem interesse, trabalhando diariamente para o nosso bem estar, torna-se fundamental legislar a ética daqueles que um dia, veja-se lá o arrojo, possam vir a almejar tais ilustres cargos e privilégios. Deduz-se, assim, que estes cargos ficam então reservados a monges, funcionários públicos e, naturalmente, aos advogados a quem ninguém antevê quaisquer conflitos de interesses em legislar no interesse dos seus clientes.

A coisa ficou resolvida lá em casa, não fosse outro novo despacho, que prevê que nas escolas públicas haja uma espécie de balneários e casas de banho que o Estado ainda não definiu, para uma minoria transgénero. Compreendo o cuidado da extrema esquerda em pressionar o governo a legislar à força esta questão fundamental para o avanço civilizacional do Lusitano.

Portanto resumindo e concluindo, nas escolas públicas há falta de auxiliares de ação educativa, de equipamentos de aquecimento no inverno, de dinheiro para climatizar no verão, de transportes públicos no interior do país para levar as crianças para as escolas, de psicólogos, de condições de acessibilidades a crianças e jovens com mobilidade condicionada; mas para gáudio do modernismo irá haver uma espécie de casas de banho para miúdos transgénero, sendo que não está bem definido se é tudo a molhe e fé em Deus, ou se será tipo WC´s de concertos de verão, em parelha com os contentores onde muitos alunos têm aulas.

Entende-se que o Estado que desbarata a oferecer livros escolares a ricos e a pobres somente do ensino público, que limita o acesso de crianças e jovens ao exercício da mais nobre tarefa de servir os outros só porque nasceram filhos, netos ou sobrinhos de empresários, que tem listas de espera vergonhosas nos hospitais, com cuidados de saúde pagos pelos próprios utentes, onde a carga fiscal é só a segunda maior da União Europeia, onde a maioria das obras públicas existem somente porque a União Europeia as financia quase na totalidade, onde não há um mês em que não haja legítimas greves e contestações, se preocupe com empenho no xixi de alguns.

Maia, 23 de agosto de 2019, Patrícia Sá Carneiro.

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