Milhares de alunos do 1º ao 12º ano entraram esta segunda-feira no 3º período letivo. Aulas à distância e partilha de material informativo físico e digital são algumas das estratégias dos agrupamentos de escolas na Maia

Os alunos do ensino básico e secundário entraram esta segunda-feira no 3º período letivo e vão continuar a ter aulas, mas à distância. Esta solução tem sido mencionada em vários momentos pelo Governo e alia-se às emissões televisivas da Telescola pela RTP2 e pela RTP Memória.

Ordem dos Advogados Maia

Na Maia são 7 os agrupamentos de escolas que preparam o regresso às aulas de milhares de alunos nestes moldes nunca antes experimentados. Várias escolas do concelho já haviam implementado o ensino à distância no final do 2º período e terão mesmo de continuar assim durante o que falta para terminar o ano letivo. Em plena pandemia e estado de emergência nacional, alunos até ao 10º ano não vão voltar às aulas presenciais. Governo ainda vai decidir se turmas do 11º e 12º anos regressam às escolas e em que condições deverá acontecer esse regresso.

Emília Santos, vereadora, explicou ao NOTÍCIAS MAIA que a Câmara Municipal da Maia está a fazer chegar tablets aos alunos anteriormente referenciados para uma “monotorização de recursos informáticos”, por não terem equipamento informático em casa compatível com este estudo à distância.

A Câmara é responsável pelos primeiros ciclos de todo o concelho e garante que “está a fazer chegar os tablets aos agrupamentos do 1º ciclo”.

A vereadora da educação explica ainda que vão “continuar a assegurar as atividades de enriquecimento curricular e as oficinas lúdicas” e que está a ser desenvolvido “um call center para que as famílias possam tirar algumas dúvidas relativamente ao equipamento informático“.

Organização dos Agrupamentos

O NOTÍCIAS MAIA falou com dois diretores de agrupamentos de escolas na Maia e foi possível compreender que cada escola vai-se ajustado à realidade com as plataformas que dispõe e que este regresso às aulas está a ser pensado com várias estratégias para que todos os alunos tenham acesso à informação e às aulas.

Miguel Madureira, diretor do Agrupamento de Escolas Dr. Vieira de Carvalho, explicou que hoje arrancaram as reuniões em videoconferência dos alunos com os diretores de turma e que os “planos semanais vão-se ajuntando à situação”. No caso destas escolas, por todos os alunos terem um e-mail institucional, as aulas em videoconferência tornam-se mais simples de executar e acontecem com recurso ao Microsoft Teams.

O diretor explicou que o objetivo não será manter a mesma carga horária dos alunos em “aula virtual” e que a maior parte do trabalho vai concentrar-se em tarefas para os alunos realizarem – “não é saudável manter todas as horas de aulas em computador“, acrescenta.

Questionado sobre os alunos que não têm acesso a computador e internet, Miguel Madureira explicou-nos que as “associações de pais estão a solicitar um conjunto de computadores e a tentar resolver esse problema” mas que, caso não seja possível solucionar, serão disponibilizados dossiers com a matéria que terão de ser recolhidos pelas famílias. Neste agrupamento são 125 os alunos sem computador em casa. A prioridade na distribuição de material informático será dada aos alunos do secundário que tenham exames nacionais. 

No caso do Agrupamento de Escolas Gonçalo Mendes da Maia a estratégia é semelhante. Benjamim Sousa, diretor do agrupamento, explicou ao NOTÍCIAS MAIA que, dos cerca de 2400 alunos, são 300 os que não têm recursos informáticos. Nestes casos, serão impressos todos os materiais necessários ao estudo, enviados pelos professores, e colocados em pastas para serem levantados pelos alunos ou pais na escola. Esta recolha terá hora marcada para que sejam evitadas aglomerações de pessoas.

Os alunos saberão os horários das aulas em conferência e, além disso, terão também trabalhos para realizar e enviar aos professores para avaliação.

Sobre os programas a ser emitidos pela televisão, ambos os diretores acreditam que “pode ser uma solução” mas que terá de funcionar “sempre em conjunto com as orientações e aulas dos professores das turmas“.

COMENTE

Aqui chegado…

...temos uma pequena mensagem para partilhar consigo. Cada vez mais pessoas lêem o NOTÍCIAS MAIA, jornal digital, líder de audiências. Ao contrário de outros órgãos de informação, optámos por não obrigar os leitores a pagarem para lerem as nossas notícias, mantendo o acesso à informação tão livre quanto possível. Por isso, como pode ver, precisamos do seu apoio.

Para podermos apresentar-lhe mais e melhor informação, que inclua mais reportagens e entrevistas e que utilize uma plataforma cada vez mais desenvolvida e outros meios, como o vídeo, precisamos da sua ajuda.

O NOTÍCIAS MAIA é um órgão de comunicação social independente (e sempre será). Isto é importante para podermos confrontar livremente todo e qualquer tipo de poder (político, económico ou religioso) sempre que necessário.

Achámos que, se cada pessoa que lê e gosta de ler o NOTÍCIAS MAIA, apoiar o futuro do nosso projeto, este será cada vez mais importante para o desenvolvimento da sociedade que partilhamos, a nível regional. Pela divulgação, partilha e fiscalização.

Assim, por tão pouco como 1€, você pode apoiar o NOTÍCIAS MAIA - e só demora um minuto. Obrigado.