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O início de 2020 ditou o arranque de mais uma edição do Projeto Portugal, no qual o CICCOPN (Centro de Formação Profissional da Indústria da Construção Civil e Obras Públicas do Norte) é parceiro há mais de 15 anos. O projeto é realizado no âmbito do Protocolo de Cooperação Portugal-Suíça.

Este projeto, concebido para portugueses que trabalham na indústria da construção helvética, resulta de um acordo de cooperação estabelecido em 1992 entre o Fundo Paritário para a Indústria da Construção Civil Suíça (atualmente constituído pela Sociedade Suíça de Empreiteiros [SSE] e dois sindicatos suíços – Unia e Syna), a Direção-Geral dos Assuntos Consulares e das Comunidades Portuguesas (DGACCP) e o CICCOPN.

Nonna Vespa

O curso deste ano conta com 32 participantes, que irão aperfeiçoar as competências em alvenarias, cofragens e armaduras, canalizações e entivações, ao longo de 320 horas de formação. No curso são utilizados materiais especificamente trazidos da Suíça, para utilização nos diversos trabalhos. No final da formação, estes trabalhadores passam a ser considerados qualificados, o que lhes irá proporcionar uma evolução na carreira profissional.

Hoje, dia 12 de fevereiro, o CICCOPN recebe a visita de um grupo de técnicos suíços, que visitam o Centro para acompanhamento do projeto. A comitiva é composta por representantes do PARIFONDS BAU – Fundo Paritário para a Indústria da Construção Civil (Suíça). Este curso é considerado por todos uma mais-valia, razão pela qual se tem realizado ininterruptamente há quase duas décadas.

Na Suíça, durante os últimos anos, o número de trabalhadores não qualificados da construção tem vindo a diminuir, a par da crescente procura por mão-de-obra qualificada, tendo em conta a cada vez maior especialização do trabalho de construção. Cerca de 31% dos trabalhadores da construção no país são portugueses, constituindo a principal força de trabalho de nacionalidade estrangeira. A construção tem vindo a ser o setor económico com o salário mínimo mais elevado.

Os participantes são aconselhados a continuar a formação na Suíça, onde têm muitas formações disponíveis para poderem evoluir na carreira. Atualmente, embora 31% dos trabalhadores naquele país sejam portugueses e eles sejam considerados excelentes profissionais nas suas áreas, apenas uma pequena percentagem chega a lugares de chefia, precisamente porque não dão continuidade à formação, sendo que outro aspeto importante está relacionado com a aprendizagem da língua do país de acolhimento. No caso da Suíça, o conhecimento de um dos idiomas locais é um fator considerado essencial para o acesso a cargos de chefia.

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