Os números avançados hoje pela Direção Geral de Saúde estão errados, por defeito, para a maioria dos municípios.

A DGS veio hoje afirmar que a listagem estatística por concelho que divulgou, corresponde a apenas 54% dos casos confirmados, encontrando-se por isso errada.

O total daqueles números publicados no boletim da DGS desta terça-feira, pelas 12 horas, não reflete o total de casos confirmados no país. Pode inferir-se assim que a contagem dos casos por concelho é feita por defeito, sendo de esperar que o número real de casos já confirmados seja maior.

Na listagem divulgada, o concelho da Maia consta como o terceiro município com mais casos a nível nacional com 105 positivos. Questionada pelo NOTÍCIAS MAIA, a autarquia fez chegar um comunicado à redação, garantindo que os “números da Maia” estão corretos e resultam “do acompanhamento efetuado pela Câmara da Maia junto das autoridades locais de saúde pública”.

A tabela da DGS contabiliza apenas 1188 positivos quando estão confirmados 2362 casos

A DGS confirma existirem 2362 casos positivos, mas no boletim reflete apenas 1188 a nível nacional, desconhecendo-se ainda o paradeiro dos restantes

A título de exemplo, o caso do município de Ovar. No boletim, esta autarquia contabiliza 55 casos, no entanto o Presidente da Câmara, Salvador Malheiro, já veio desmentir estes dados, confirmando mais de 80 infetados no seu território.

São vários municípios a retificar as informações da DGS. Em Braga desapareceram 71 casos, Guimarães afirma existirem 26 casos em vez de 15 e Valongo leva 73 positivos à data de hoje, em vez dos 65 apresentados no boletim. Já quanto a Vila Nova de Gaia, fonte do NOTÍCIAS MAIA garante que os números da DGS são de 20 de março.

“O presidente da ARS do Norte garantiu esta tarde ao presidente da Câmara da Maia que as medidas no concelho são as adequadas”

A Câmara da Maia divulgou ainda que “o presidente da ARS do Norte garantiu esta tarde ao presidente da Câmara da Maia que as medidas que estão em vigor no concelho e no País são as mais adequadas, não se justificando neste momento qualquer alteração”.

António Silva Tiago evocou a possibilidade de ser decretado o estado de calamidade no concelho e a instituição de um cordão sanitário, mas o principal responsável da administração de saúde do Norte revelou que a situação da Maia não é diferente da maioria dos concelhos do Norte e do País, segundo a informação remetida pela autarquia.

Um cordão sanitário só se deve implementar “quando se está perante uma transmissão comunitária, não havendo dados, neste momento, que isso se verifique na Maia, onde estão identificadas as cadeias de transmissão do vírus”, sublinha ainda o comunicado.

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