Andrade Ferreira, militante do PS e vereador eleito pelo PS/JPP, sem pelouro, está revoltado com a indicação de Teresa Almadanim. O socialista queria que o partido indicasse outro candidato e aponta críticas à forma como a votação decorreu.

Andrade Ferreira é militante do Partido Socialista (PS) e nas últimas eleições autárquicas foi eleito vereador pela Coligação PS/JPP. Pretendia que o partido continuasse a apoiar Francisco Vieira de Carvalho, mas viu essa vontade ser-lhe negada. A reunião que acabou por indicar Teresa Almadanim foi quente, com ânimos a ferver, tendo mesmo sido abandonada pela fação que apoia o candidato do JPP.

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Agora, Andrade Ferreira pretende continuar a discussão de forma pública, tendo enviado uma nota à comunicação social em que afirma que o “presidente da Concelhia do PS, Paulo Rocha, impede votação na candidatura de Francisco Vieira de Carvalho”.

O autarca socialista acusa ainda “a Presidente da Mesa Carla Dias de ter desrespeitado o Regulamento Eleitoral Interno e de Designação de Candidatos a Cargos de Representação Política do Partido Socialista, pela manifesta desigualdade de tratamento que receberam as duas propostas”. Recorde-se que Carla Dias foi insultada em direto por Jaime Pinho, vereador eleitor pelo JPP, na Sessão Solene do 25 de Abril da Assembleia Municipal da Maia.

Aponta  que “cerca de metade dos militantes que compõem a Comissão Política Concelhia do Partido Socialista da Maia abandonaram a reunião do passado dia 6 de maio de 2021, com acusações de tentativa de condicionamento do voto por parte do presidente da Concelhia, Paulo Rocha, e da presidente da Mesa, Carla Dias”.

Andrade Ferreira afirma ter dúvidas sobre o currículo de Teresa Almanadim: “A proposta apresentada pelo Presidente da Concelhia, da candidata Teresa Almadanim, mereceu ainda diversos reparos, devido a inúmeras inconsistências detectadas, nomeadamente no currículo apresentado e na experiência profissional descrita”.

O líder do Partido Socialista da Maia, Paulo Rocha, em resposta ao jornal Primeira Mão, afirma que “Democracia é saber aceitar os resultados”, sublinhando que “alguns deixaram de saber discutir e pensar política para se centrarem apenas em questões formais, jurídicas e afins. A política não é isso e muito menos a democracia”.

O socialista afirma que as críticas são infundadas e que existiram até, “duas votações na Comissão Política Concelhia” que clarificaram “sem margem para dúvidas, a vontade e qual o caminho que a PS pretendeu seguir”.

“A maioria dos Comissários Políticos votaram expressivamente a designação da cidadã Teresa Almadanim como candidata do PS à Câmara Municipal da Maia”, disse.

Quanto a Andrade Ferreira, Paulo Rocha afirma ser exemplo da “forma como parte destes senhores atuaram ao longo dos últimos dias e durante a CPC, tentando condicionar e perturbar constantemente os trabalhos da Mesa, do Presidente e do plenário, foi aquilo a que nos habituaram ao longo dos últimos anos. Muitos protestos, muitos casos, muita vitimização, muita reunião abandonada… basta fazer uma retrospetiva dos últimos 4 anos de atuação de alguns destes intervenientes para encontrar muitas semelhanças com aquilo que se passou na reunião da CPC”.

“As atitudes ficam com quem as toma e julgo que se alguém sai disto fragilizado são essas pessoas e não o Partido, uma vez que são uma minoria”, rematou.

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