Nesta altura do ano, todos gostamos de celebrar o 25 de Abril, homenageando os que lutaram para que fôssemos livres.

Com o esforço de muitas mulheres e homens, Portugal derrubou a ditadura, pôs fim à guerra colonial, legalizou os partidos, realizou eleições livres, aprovou a nova constituição, afirmou a liberdade de expressão e criou o poder local democrático.

Gostamos de recordar estas vitórias. Mas, apesar de implícita, há uma conquista de Abril que quero sublinhar: a política! Abril trouxe a política.

É que, se olharmos para a política enquanto confronto livre de ideias, então temos de dizer que em ditadura não havia política. Havia uma mera hierarquia. Uma ordem que “vinha de cima” e teria de ser cegamente cumprida.Abril deu-nos a política na sua plenitude, desde o pensamento, ao debate, à estratégia, negociação, ação e escrutínio politico. A politica que permitiu a tantas mulheres e tantos homens devotarem a sua vida ao serviço público.

Mulheres e homens que, apesar de terem também outros gostos, outros estudos e outras vocações, aquilo de que gostam mesmo é de “exercer” política. Ter ideias, resolver problemas, negociar soluções, desencantar financiamentos para projetos, gerir equipas, ouvir técnicos, conversar com as pessoas, tomar decisões. Gostam do confronto de ideias, das picardias elevadas, de esgrimir argumentos. A política é tudo isso: ideias, debate, decisões, trabalho e resultados.

Há dias melhores e dias piores. Mas quem gosta de política não se esquece que, mesmo nos dias piores, serve uma boa causa. É que se todos temessem os dias piores, ninguém se chegaria à frente para estar na política. Haveríamos todos de preferir o conforto do lar, porque aqueles que nada fazem não são criticados. Como diz o povo, “só atiramos pedras às árvores que têm frutos”!

Assim, neste grandioso dia de abril, há uma mensagem que quero deixar aos que gostam de cidadania e serviço público e abraçaram a vida politica: não tenham medo do risco, quando decidem em consciência o melhor para a vossa comunidade. Não tenham medo da crítica fácil e demagógica resultante de deturpações populistas dessas mesmas decisões! Abril só se fez com coragem! A coragem de querer fazer política!

Emília Santos
Vereadora da Câmara Municipal da Maia

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