GNR da Maia tem notado um aumento muito expressivo das queixas. Maiatos pedem mais vigilância nas ruas.

Há cada vez mais maiatos a encontrar os seus carros sem catalisador. Até julho de 2021, segundo dados enviados ao NOTÍCIAS MAIA, a GNR da Maia contabilizou 17 queixas de furto de catalisadores. Este número torna-se ainda mais expressivo quando olhamos para o valor de 2020, com apenas duas queixas apresentadas durante todo o ano.

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Filipe percebeu que tinha sido furtado quando ligou o carro

Filipe da Silva é residente na Cidade da Maia e ficou sem o catalisador do seu carro esta terça-feira, 24 de agosto.

Ao NOTÍCIAS MAIA, explica que percebeu que o carro já não teria o catalisador pelo “tipo de barulho” que o carro fez no momento de o ligar – “parece um carro de rally”. “Percebi logo que era o catalisador porque, infelizmente, já tinha lido sobre uma onda de roubos de catalisadores”, explica o lesado, acrescentado que o modelo do seu carro, o Volkswagen Polo, “é dos mais procurados”.

Filipe conta ainda que, apesar de estacionar o carro mesmo em frente ao prédio onde vive, não ouviu nenhum barulho durante a noite.
Conferindo que tinha mesmo sido furtado, Filipe deixou o carro em casa e deslocou-se para o trabalho numa outra viatura.

Explica que não vai fazer queixa do furto porque “não vai adiantar de nada” e que vai concentrar-se no arranjo do carro.

Esta já não é a primeira vez que Filipe é furtado mas, há uns anos, o alvo foi o volante de um Smart que conduzia.
Sobre a incidência de assaltos na zona onde vive, Filipe explica que não é assim tão incomum ver “carros sobre tijolos, sem as jantas”.

Maiatos pedem mais vigilância

Além do Filipe, têm sido vários os maiatos a recorrer às redes sociais para partilhar as suas experiências. Nas dezenas de publicações, entre os comentários, os maiatos pedem mais vigilância das autoridades nas ruas.

Pela partilha de experiências, é possível ainda perceber que os furtos acontecem por todo o concelho.

Mas porque é que se furtam catalisadores?

O catalisador é uma peça dos automóveis que tem a função de tratar as partículas presentes nas emissões do motor, sendo um elemento que faz parte da linha de escape, transformando alguns dos gases prejudiciais (como o monóxido de carbono) em gases menos agressivos.

A principal razão para se furarem estas peças é económica, isto porque um catalisador não é uma peça barata, podendo facilmente ser revendida no mercado de oficinas ou de websites de peças usadas. O seu preço pode mesmo chegar aos 1500 euros nos carros novos.

Mais ainda, há quem compre estas peças para aproveitar os metais preciosos que elas contêm, tais como a Platina, o Ródio ou o Paládio. O preço destes metais é superior ao preço do ouro.

Como é feito este furto?

Fonte da GNR explica que “para efetuar o furto do catalisador de uma viatura, por norma os suspeitos atuam sozinhos e/ou em grupo de dois ou três, sendo que aparentemente se tratam de indivíduos que possuem alguns conhecimentos técnicos na área de mecânica e podem ter estado anteriormente envolvidos noutros tipos de roubos e/ou furtos de veículos, baterias, motores e gasóleo”.

“O modus operandi consiste em colocarem-se debaixo da viatura para procederem ao corte do catalisador recorrendo a um equipamento de corte, por exemplo uma rebarbadora elétrica”, acrescenta a força militar. Outra possibilidade “consiste no furto da viatura e deslocação para um local ermo ou recôndito, de modo a que possam retirar o catalisador”. Foram igualmente participadas algumas ocorrências em que os suspeitos se introduzem dentro de armazéns que detêm viaturas estacionadas, furtando somente os seus catalisadores.

A Guarda alerta a população para que, caso se deparem com uma situação de furto de catalisadores ou de peças de veículos, deverão contactar as autoridades o mais rapidamente possível, devendo, até à chegada destas, recolher o número máximo de elementos de informação possível, incluindo possíveis testemunhas e preservar eventuais vestígios, se for o caso.

Até à data da publicação, não nos foi possível ter acesso ao número de queixas apresentadas à PSP para o mesmo crime.

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