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Há um projeto piloto para a fatura do lixo em Moreira e Vila Nova da Telha

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No início de 2020 vai ser implementado um sistema que permite calcular a quantidade de resíduos que cada família produz. O projeto arranca nas freguesias de Moreira e Vila Nova da Telha.

O que está aqui em causa é um projeto-piloto que vai começar a ser testado nestas localidades e que permitirá medir a adesão dos munícipes à reciclagem, através do registo de recolha dos contentores, o que permitirá calibrar o modelo a implementar para o cálculo da tarifa indexada à produção de resíduos não reciclados no futuro.

Contudo, e uma vez que se trata de um período transitório e de teste, nesta fase, os maiatos irão continuar a pagar a Taxa de Gestão de Resíduos Urbanos indexada à fatura da água.

Os moradores abrangidos por este piloto vão, a partir do início de 2020, ter acesso a uma fatura virtual, na qual poderão acompanhar o impacto dos seus hábitos de reciclagem a partir do momento em que a fatura dos resíduos deixe de estar indexada ao consumo de água.

Para já, todos continuarão a pagar a taxa de resíduos indexada ao consumo de água. No entanto, futuramente vão pagar apenas pelo lixo que produzem.

Sistema PAYT

Pay As You Throw (PAYT) significa pagar pelo que se deita fora.

Atualmente existe uma tarifa associada ao tratamento de resíduos, designada “Tarifa de Resíduos Sólidos Urbanos” e está indexada ao consumo da água. Assim, a fatura dos resíduos está incluída na fatura da água consumida pelos maiatos.

Com a implementação prevista deste novo sistema, haverá um benefício para as famílias que menos usem o contentor dos “indiferenciados”, dando beneficio aquelas que mais reciclem.

Este sistema PAYT é possível porque cada contentor, no caso da recolha seletiva porta-a-porta, tem um identificador que permite criar um perfil, baseado na quantidade de vezes que cada um dos contentores foi colocado à porta de casa para a devida recolha.

Sobre a recolha seletiva porta-a-porta

O concelho da Maia começou a recolha porta-a-porta em 1998 e, neste momento, abrange 90% do concelho. Foi o primeiro município da região a implementar este sistema de recolha. Neste sentido, também na década de 90, criou um regulamento que obriga a que todos os prédios, construídos à posteriori, tenham uma casa do lixo. No círculo de atuação da Lipor, a recolha seletiva porta-a-porta acontece em 6 dos 8 municípios.

Neste sistema de recolha seletiva porta-a-porta, o morador tem de colocar o devido contentor (papel, plástico, vidro ou indiferenciado) à porta de casa de acordo com um calendário de recolha. Em Águas Santas, a recolha seletiva das sobras alimentares começou em outubro de 2018, o “contentor orgânico”.

Reciclar mais até 2022

Ate 2022, Portugal terá que reciclar 50% dos resíduos recicláveis como papel, plástico e vidro. Atualmente, os valores ultrapassam um pouco os 30%. Na Maia, em 2018, essa taxa de reciclagem rondou os 40% sendo este o concelho da região que mais recicla.

 

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