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“Já me aconteceram várias coisas ao longo da vida: já morri, já vivi e já sobrevivi”

© Daniela Fonseca/ Notícias Maia
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Pedro Pode é cantor, compositor e contador de histórias. Começou pelo rap ainda antes da viragem do milénio e agora chega aos nossos ouvidos no formato de canção. Assume pelo nome de S. Pedro porque prefere ser um discípulo do que o próprio Deus. O Notícias Maia foi conhecer o artista de 39 anos, que sempre viveu na Maia, e que acaba de lançar o seu segundo disco a solo.

Notícias Maia (NM): Como é que começa a tua relação com a música?

S. Pedro (S.P): Começou em 1998 aqui na Maia com uma banda de RAP. Na altura ainda demos alguns concertos aqui e em Lisboa. Nesses tempos eu só ouvia música deste género e não gostava de guitarras nem de rock. Depois alguém me mostrou Metallica e eu adorei. Com isto, tive uma banda de rock/metal onde era baterista. Na altura não cantava nem tocava guitarra. Entretanto, lá para os 20 anos, comecei a juntar coisas e fui obrigado a aprender a cantar porque não tinha mais ninguém. E, de repente, estava a fazer canções.

NM: Quais são as dificuldades de se fazer música em Portugal?

S.P: Se a música for bem aceite, não há dificuldade nenhuma. Agora, se fizeres música só para os teus amigos e para não sair da sala de ensaio, aí é difícil ter algum retorno financeiro. Eu tenho uma política em que, quando faço alguma coisa para mostrar às pessoas, gosto de não as aborrecer. Então, no meio de 10 músicas, há 3 ou 4 que são muito minhas e 5 ou 6 que são mais feitas para o público e são as ditas mais comerciais. Não importa nada, porque depois vais fazer um concerto e não há nada melhor do que as pessoas estarem a cantar contigo.

NM: “Mais Um” é o teu novo disco. Como o apresentarias?

S.P: Desde a minha antiga banda, os 2008, há uma linha condutora que une as minhas letras todas. É tudo muito próximo, tudo muito quotidiano. São coisas que me aconteceram a mim ou então um amigo muito próximo contou a história com muitos pormenores e eu até pensei que a história era minha. Por vezes só altero o fim da história e escrevo-lhe um final feliz.

NM: E como tem sido a reação das pessoas a este álbum?

S.P: Ele é muito recente e, para já, tem sido muito boa. Principalmente por parte dos músicos que, normalmente, gostam do meu trabalho. Eles dizem que tem umas partes técnicas interessantes. Às vezes é difícil juntar esse arranjo interessante a uma música mais pop para passar numa rádio grande. Porque quando é muito interessante, torna-se alternativo, e as coisas têm que ser um bocadinho mais imediatas nos dias em que vivemos.

NM: Qual dirias ser a tua missão na música? O que podes acrescentar ao que já se faz?

S.P: A minha vida, aquilo que me acontece. Já me aconteceram várias coisas ao longo da vida: já morri, já vivi e já sobrevivi. Acho que só quero dar canções às pessoas, gosto muito do formato de canção.

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