Autoridades de Saúde entraram este domingo no lar para ajudar a instituição a dar resposta à situação.

O Lar do Comércio começou a chamar a atenção dos meios de comunicação por vários familiares de utentes estarem a acusar publicamente a instituição de lhes omitir informação e não estar a cumprir os procedimentos de segurança para evitar a propagação do vírus. A essas acusações, o lar havia respondido, à Lusa, que “receber pedidos de informações diários e constantes por parte dos familiares torna-se, na maioria dos momentos, incompatível com a árdua tarefa de cuidar de tantas pessoas”.

Ordem dos Advogados Maia

Agora, menos de uma semana depois desse comunicado que dava também conta já de 3 mortos e 26 infetados por Covid-19 no Lar, a instituição sofreu já uma intervenção por parte das Unidade de Saúde que entraram no Lar para dar resposta à situação. Estas Autoridades de Saúde entraram, no dia 25 de abril, “em massa” na instituição e criaram áreas que permitam separar os utentes infetados dos não infetados. Uma intervenção que ditou a demissão da assessora do lar, Isabel Damião Chumbo, que admite que “houve omissão grave de factos por parte da direção“.

Ao Porto Canal, Emanuel Sousa, vogal da direção do lar, considerou esta atitude “inqualificável” e admitiu que a direção não avisou a assessora desta intervenção porque não sabia que seria que se trataria de uma entrada tão expressiva.

Ao mesmo canal, Emanuel Sousa disse ainda que pode ter havido “ineficácia” mas não “negligência” por parte do Lar. O Porto Canal avança assim, e segundo o vogal, que há pelo menos 76 infetados e 10 mortes confirmadas.

Semelhante à comunicação enviada à Lusa na passada semana, Emanuel Sousa reconhece uma falta de rapidez de respostas aos familiares dos utentes mas volta a sublinhar “que os enfermeiros ou cuidam dos utentes ou dão informações“.

Com uma parte significativa da equipa de profissionais em casa, a Segurança Social vai integrar 17 pessoas para reforçar a resposta da equipa. No entanto, esses profissionais só poderão começar a trabalhar depois de efetuarem o teste à Covid-19. 

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