Os lugares de estacionamento com parquímetro vão aumentar, para o dobro, no centro da Cidade da Maia. A proposta da EMEM foi aprovada por unanimidade, pelo executivo camarário.

A Empresa Metropolitana de Estacionamento da Maia (EMEM), propôs à Câmara Municipal da Maia o aumento para o dobro – cerca de 600 lugares – do estacionamento tarifado, como forma, segundo a empresa, de organizar e disciplinar o estacionamento na cidade.

Esta proposta foi aprovada por unanimidade em reunião de Câmara, tendo sido igualmente aprovada pela Assembleia Municipal, em 17 de setembro passado, por maioria, com votos a favor do PSD/CDS e PS/JPP, e votos contra do BE e CDU. A votação contou ainda com duas abstenções dos deputados Olga Freire, presidente da Junta de Freguesia da Cidade da Maia e Pedro Marques, deputado eleito pelo CDS.

António Fernando sugeriu criação de Comissão de Acompanhamento

O líder parlamentar da Coligação Maia em Primeiro (PSD/CDS), referiu que vai propor, na próxima Assembleia Municipal, a criação de uma “comissão de acompanhamento da implementação” do proposto, que será presidida pela Presidente da Junta de Freguesia da Cidade da Maia, Olga Freire, detendo nas suas competências a fiscalização da referida implementação.

Olga Freire demonstrou reservas quanto ao processo

Olga Freire, em declaração de voto na referida Assembleia, afirmou que alterou o seu sentido de voto, que inicialmente seria “contra esta medida”, mas que depois da proposta feita pelo líder parlamentar, António Fernando, decidiu abster-se.

Para a autarca que preside a Junta de Freguesia da Cidade da Maia, “a proposta apresentada [pela EMEL] não é justa, nem coerente e não vai resolver os problemas de estacionamento no centro da Cidade”.

A social-democrata entende que a necessidade de instalação destes lugares, “não está devidamente fundamentada e não fica demonstrado que colocar estes parcómetros nestas ruas, não é melhor ou pior, assim como mais ou menos eficaz, do que colocar noutras artérias da freguesia, ou do concelho”, afirmando que “pelo contrário”, o resultado será o “aumento do estacionamento abusivo”, assim como o aumento “do custo de quem reside e trabalha no centro da cidade”.

Olga Freire referiu ainda que seria “oportuno ouvir previamente as Juntas de Freguesia sobre este assunto”.

Estacionamento com falta de rotatividade no centro da Maia

A EMEM apresentou um estudo em que revela existir “falta de rotatividade” perto de estabelecimentos de comércio ou que fornecem serviços públicos. O mesmo estudo garante ainda haver estacionamento abusivo e zonas onde é manifesta a insatisfação dos residentes quanto a esta matéria.

A empresa apresentou, como solução para controlar o parqueamento da Cidade, o aumento em cerca 600 lugares de estacionamento pago.

Estão em causa as zonas que incluem a Travessa  Dr. Augusto Martins, Rua António Francisco da Silva, Rua Avelino Santos Leite, Rua Joaquim Oliveira Júnior, Rua Ângela Adelaide Calheiros Carvalho Menezes, Praça Almada Negreiros, Rua Dom Júlio Tavares Rebimbas, Rua Manuel Faro Sarmento, Avenida António Santos Leite, Rua de Argentat, Rua de Abel Sousa Fernandes, Rua Augusto Simões e Av. D. Manuel II.

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