Polémica com a Raríssimas impede construção de projeto na Maia - Notícias Maia

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Polémica com a Raríssimas impede construção de projeto na Maia

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A falta de dinheiro e a recente polémica com Paula Brito da Costa impossibilitam a execução de um projeto que visa apoiar centenas de utentes na Maia.

O escândalo que tem envolvido a Raríssimas chegou à Maia, tendo a polémica em torno da presidente da instituição e a falta de dinheiro levado ao cancelamento integral do projeto “Quinta dos Marcos”, agendado para nascer em Vila Nova da Telha. Este novo edifício iria custar 10 milhões de euros e ajudar 300 pessoas com doenças raras. As negociações para a cedência do terreno, entre a instituição e o município, remontam a 2011, tendo a Câmara Municipal da Maia acordado a cedência do mesmo. Inicialmente o investimento seria de 3 milhões de euros, no entanto, aquando da apresentação do projeto o investimento anunciado ascendeu aos 10 milhões, mais do que triplicando o valor inicial.

A delegação do norte da Raríssimas continua sediada em Milheirós, com uma capacidade menor.

As contas da delegação do norte da Raríssimas terão sido alvo de uma auditoria externa no primeiro trimestre deste ano, por ordem da então Presidente Paula Brito e Costa. Terão sido detetadas irregularidades e as conclusões do relatório foram entregues ao Ministério Público em julho, que abriu um inquérito. Na altura foram levantadas suspeitas relativamente à então responsável pela delegação do norte, a Vice-Presidente da Raríssimas Joaquina Teixeira, que tem o filho de 14 anos na instituição, e a três funcionários e mesmo um irmão. Todos terão sido afastados posteriormente, segundo o jornal Observador.

Fonte do Ministério Público confirmou a existência de um inquérito a correr na 1ª secção do Departamento de Investigação e Ação Penal do Porto, que funciona no tribunal da Maia. O processo em questão ainda está a ser investigado, não tendo ainda arguidos.

Conforme os Relatórios e Contas de 2012, a Presidente e a Vice-Presidente receberam nesse ano 113 mil euros. E, no ano seguinte, 79 mil euros — como membros dos órgãos sociais. Só em 2014, quando a lei que regula as IPSS foi alterada e ficou estabelecido um valor limite para os dirigentes destas instituições, passaram a receber como funcionárias.

Governo desconhece atos de gestão danosa

A 9 de dezembro a TVI exibiu uma reportagem onde denuncia os alegados atos de gestão danosa, por parte da presidente da Raríssimas. O ministro Vieira da Silva, em conferência de imprensa posterior, afirmou não ter conhecimento de “atos de gestão danosa” antes da reportagem do canal, informando ainda que a instituição já estava a ser fiscalizada desde julho e que pediu à Inspeção Geral do Trabalho e da Segurança Social para iniciar uma investigação com caráter urgente. O Ministério Público estaria a investigar a instituição desde novembro.

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