Maria José Silva é proprietária do Lar Estância do Amanhecer, em Nogueira da Maia, e, durante 40 dias, ficou a viver na instituição. “Foi uma decisão muito difícil, principalmente quando se tem filhos pequenos”.

Maria José Silva tem 48 anos e inaugurou o Lar Estância Amanhecer Residência Sénior há aproximadamente 2 anos. Trabalhou durante 15 anos no apoio domiciliário a idosos e fez inúmeras formações que a permitiram exercer a profissão até hoje. Há quase 2 anos embarcou neste projeto de possuir e gerir o seu próprio Lar.

Com a Pandemia de Covid-19, este foi um dos lares que se pode considerar, para já, um sucesso na contenção do vírus. Aqui vivem 19 idosos e trabalham 12 funcionárias, contando com a proprietária, e, para já, o único caso positivo de Covid-19 já está recuperado.

No dia 7 março a instituição proibiu todas as visitas e iniciou uma formação para o uso dos equipamentos de proteção individual. A partir daí começou a traçar-se um plano de contingência para garantir a “segurança de todos”. E se já é ditado antigo que “o capitão é o último a abandonar o barco“, Maria José mostrou que é mesmo nisso que acredita. Foram 40 dias sem ir a casa e sem poder estar com a família mas essa decisão partiu da própria. “Foi uma decisão muito difícil, principalmente quando se tem filhos pequenos” – Maria José tem 3 filhos de 7, 20 e 24 anos.

A direção do lar contou com a “equipa maravilhosa com quem trabalho” para traçar um plano onde duas equipas iriam revezando a estadia no Lar. Sete dias em casa e outros sete a dormir no Lar. Mas, na mudança do primeiro para o segundo turno, receberam-se os resultados dos testes à Covid-19 e foi confirmado um caso positivo. Maria José conta ao NOTÍCIAS MAIA que foi “um balde de água fria” e que, a partir daí, “toda a estrutura do lar mudou”.

A proprietária afirma que a equipa esteve à altura do desafio e que ninguém recuou em nenhum momento. Depois da confirmação deste caso positivo todos os idosos passaram a estar permanentemente no quarto sem qualquer momento de convívio. As funcionárias improvisaram um espaço e ali dormiram várias semanas.

Maria José conta-nos que, quando se despediu da família para passar os primeiros 7 dias, sentiu que iria “cumprir uma missão” e que só voltaria quando a cumprisse. E assim foi, depois de 40 dias voltou finalmente a sua casa.

Eu visto a minha farda e trabalho conjuntamente com elas. Acredito que para saber mandar fazer temos de conhecer a instituição”, afirma. “Nesta área só lemos as más notícias e as más condutas, é preciso marcar a diferença” concluiu Maria José.

Este sistema de esquipa em espelho terminou e, com a orientação das entidades competentes, este Lar funcionará agora com turnos de 12 horas, o máximo de cuidado e higiene e ainda com o transporte privado de funcionárias que teria de se se deslocar de transportes públicos.

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