O PS Maia considera que Maria José Castro Neves tomou uma “posição inqualificável que em nada dignifica quem a toma e que contribui para o descrédito da classe política da qual a Presidente da Junta de Milheirós”.

O Partido Socialista da Maia (PS Maia) emitiu um comunicado a condenar a decisão da atual presidente da Junta de Freguesia de Milheirós, Maria José Castro Neves. A autarca anunciou, via carta enviada à população de Milheirós, que se iria recandidatar à presidência da Junta, mas pelo PSD/CDS, terminando a ligação à coligação “Um Novo Começo”, que une o PS ao partido Juntos Pelo Povo (JPP).

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O líder do PS refere em comunicado que “a posição anunciada resulta de uma falta de respeito para com todos os membros que fizeram parte da sua candidatura, sendo ainda mais grave a forma enganadora como a Presidente de Junta tenta iludir a população de Milheirós ao afirmar que “com a nossa equipa quero continuar o trabalho iniciado”. Esta afirmação é desrespeitosa para com todos aqueles que integraram a lista apresentada a eleições em 2017, sobretudo todos os membros do Partido Socialista que não se revêm nesta atitude, tendo já a Secretária do Executivo da Junta de Freguesia apresentado a demissão do cargo, em resposta a esta posição da Presidente da Junta”.

No seguimento do anunciado por Maria José Castro Neves, a secretária do executivo apresentou a sua demissão.

Entende por isso que a única posição possível do PS é retirar a confiança política à atual presidente, “estando o Partido Socialista da Maia solidário com a posição da Secção de Milheirós, de todos os eleitos pelo Partido Socialista para a Assembleia de Freguesia e, naturalmente, solidário com a posição assumida pela Secretária da Junta de Freguesia” (Olinda Maria Ferreira Moutinho Jaime).

Paulo Rocha aponta ainda falta de “coragem”, de “firmeza” e de “integridade” A Maria José Castro Neves, que, refere, foi incapaz “de se manter num projeto que lhe permitiu ser eleita como Presidente da Junta de Freguesia”. Para o socialista, a autarca “tenta justificar-se com factos políticos que em nada se alinham com a verdade”, “insultando a inteligência dos membros da Assembleia Municipal da Maia, eleitos pelo projeto político que a mesma integrou, ao afirmar que estes votaram “contra muitas das obras feitas” em Milheirós”.

As “afirmações [de Maria José Castro Neves] são insultuosas vindo de alguém a quem o Partido Socialista sempre deu liberdade de voto nas grandes opções do plano, nunca tendo pedido qualquer tipo de justificação face ao seu voto em Assembleia Municipal, mesmo sendo este contrário à orientação do grupo onde a autarca se insere”, pode ler-se.

Críticas estendem-se ao presidente da Câmara da Maia, António Silva Tiago

O PS Maia criticou ainda a postura de Silva Tiago, que caracterizou como “inqualificável por contribuir igualmente para o descrédito da política ao pressionar Presidentes da Junta, chegando ao ponto de trocar obras por candidaturas pela sua força política”. Um comportamento referido como “reprovável e demonstrativo da falta de cultura democrática, da falta de ética e do desespero que o Presidente da Câmara e o PSD apresentam”.

“Este episódio, reflete bem o porquê de termos hoje um território desigual, onde os maiatos não têm todos as mesmas oportunidades, porque o projeto do PSD há muito que deixou de ser um projeto de visão para um concelho e passou sim a ser um projeto retalhado, onde saem beneficiados os amigos”, apontam os socialistas da Maia.

O comunicado remata com o Partido Socialista a afirmar que “a necessidade de um novo projeto para a Maia, um projeto onde a transparência da ação política seja um eixo estratégico e onde o combate às desigualdades seja uma prioridade. Um projeto com visão de futuro, um projeto humanista e para as pessoas que reafirme e dignifique a democracia e a Maia”.

PSD em resposta ao comunicado do PS “congratula-se com decisão da Presidente de Junta”

O Partido Social Democrata da Maia (PSD Maia), em resposta ao comunicado do PS, revelou que se congratula com a decisão da Presidente da Junta, afirmando que o respeito que a “Coligação Maia em Primeiro tem pelos autarcas escolhidos pelos maiatos é incondicional”.

“A forma como tratamos os presidentes de junta, sejam eles de que quadrante politico forem, faz com que seja natural uma aproximação grande entre o Presidente da Câmara e estes autarcas. O caso de milheirós é paradigmático disso mesmo. Sendo a Maria José uma autarca sem filiação partidária, decidiu recandidatar-se a  presidente de junta na força política que mais garantias lhe dá de poder servir ainda melhor os milheiroenses. O PSD acolhe-a de braços abertos, já que demonstra ser uma autarca muito competente, que granjeia o carinho da sua população e, apesar de ser independente, sempre foi da esfera política do PSD. Sublinhamos a forma cordata, transparente e atempada com que decidiu comunicar esta sua decisão”, afirmam os social-democratas e centristas em resposta ao NOTÍCIAS MAIA.

A coligação sublinha ainda a “competência, reconhecimento e respeito entre dois presidentes escolhidos pelos maiatos, que a bem da verdade da acção política autárquica se irão apresentar a sufrágio nas eleições da mesma forma com que estiveram no decurso do mandato que agora termina- irmanados nos mesmos projetos autárquicos, apoiando-se mutuamente para aportar ainda mais qualidade de vida”.

Na nota enviada à redação, a Coligação Maia em Primeiro confessa perceber “bem a amargura do Presidente do PS Maia”, reconhecendo que Paulo Rocha “não é responsável pelos ínvios caminhos trilhados pelo PS neste mandato, mas a alavancagem e participação do PS na coligação negativa que é a maior força da oposição no município tem e terá consequências autárquicas, e esta decisão da senhora Presidente da Junta de Milheirós é apenas uma delas”.

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