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“Solidariedade: da dádiva à partilha”

Partilhas
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O Natal é uma quadra que apela à dádiva. De todos os lados somos incentivados a dar prendas, comida, roupa e dinheiro.
“Damo-nos a dar” a quem mais precisa.

O ato de “dar” presenteia quem recebe e recompensa a quem o pratica. Aqueles que precisam e que se sentem esquecidos, são confortados e amparados. Por outro lado, aqueles que apoiam as IPSS, o Banco Alimentar ou que contribuem de alguma outra forma, esses sentem que estão a cumprir o seu dever enquanto seres humanos.

É por isso que o Natal nos aquece tanto o coração. É-nos permitido e potenciado praticar um dos mais nobres valores da civilização humana: a Solidariedade. Esta une as pessoas e projeta o desenvolvimento da sociedade.

Porém, há dois pormenores em que é fundamental refletir.
O primeiro, é que a solidariedade não é (nem pode ser) um ato sazonal, como ir à praia ou apanhar pinhas para a lareira. O segundo, é que a solidariedade não é (nem pode ser) um pretexto para mais uma publicação nas redes sociais.

A verdadeira solidariedade é aquela que se pratica todos os dias, sem necessariamente ser anunciada, com o mero objetivo de podermos melhorar a vida dos outros e vê-los sorrir. O ato da partilha distingue-se da dádiva por ser contínuo, sustentado e enraizado em franjas da sociedade, sobretudo em alguns ambientes familiares e no seio das IPSS.

É esse espírito de servir e de entreajuda que tentamos diariamente incutir nas escolas da Maia. Não nos interessa apenas formar jovens capazes de entrar no mercado de trabalho ou nas melhores universidades: essa é a segunda função das escolas. A primeira é formar cidadãos completos, fraternos, conscientes que uma sociedade é tanto melhor quanto mais equilibrada for, e cientes do seu papel nessa mesma sociedade. Na Maia trabalhamos para formar cidadãos que partilham com os seus semelhantes; que sabem trabalhar em equipa pelo bem da sua terra; que praticam a verdadeira solidariedade e que protegem o ambiente e a biodiversidade.

Esta é a nossa visão sobre a educação ao serviço do futuro da sociedade, acreditando que a solidariedade passará a ser um valor quotidiano e não uma atividade sazonal, anunciada na televisão no mês de dezembro.

Pensemos nisso!

Emília Santos
Vereadora da Educação, Ciência e Saúde
Câmara Municipal da Maia

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