As alterações climáticas são sem dúvida a maior ameaça ambiental, social e económica que a humanidade e o planeta enfrentam actualmente.

A resposta a esta problema requer uma acção concertada e assertiva, sendo necessário o envolvimento de toda a comunidade.

Tendo como lema o princípio 1.º da declaração do Rio sobre ambiente e desenvolvimento (1992), no qual se afirma “Os seres humanos constituem o centro das preocupações relacionadas com o desenvolvimento sustentável”, pretendo com esta secção apresentar ao longo do tempo exemplos práticos, medidas locais, nacionais e internacionais, assim como, projectos que esclareçam e estimulem a opinião pública, num processo que se deseja de mudança. É certo que para que essa mudança aconteça temos que começar passo a passo, lentamente, sem fundamentalismos radicais, respeitando o modus vivendi de cada um.

Acredito que uma pequena mudança numa só pessoa tem um grande impacto no planeta, sendo que juntos é mais fácil mudarmos alcançando um impacto ainda maior. Quando digo juntos, é na partilha interactiva de experiências, soluções e projectos promovendo dessa forma a cidadania ambiental.

Como meta desta primeira intervenção escolhi abordar uma temática simples e prática, recorrendo à terminologia dos famosos R`s, acrescentando alguns que considero fundamentais: Reorganizar – Repensar – Reduzir.

Reorganizar, ou por outras palavras e como habitualmente digo “destralhar”, que é nem mais nem menos que livrar-nos de todos os objectos que não precisamos e que involuntariamente atravancam os espaços onde vivemos, seja casa, escritório, carro.

Ao longo do tempo, sem nos apercebermos acumulamos diversos objectos que se apresentam inúteis.

A mudança pode começar por aqui, escolher objectos que não usamos há mais de um ano, que vão desde formas de cozinha, fatos, sapatilhas, ou por outras palavras todos aqueles objectos que guardamos na expectativa que um dia dêem jeito, e doá-los, vendê-los, por exemplo no OLX , ou trocá-los. Desta forma alimentamos a economia circular minimizando a nossa pegada ecológica.

Após a reorganização iremo-nos deparar com menos objectos. Num exercício de criatividade, podemos olhar para esses e Repensar. Umas calças de ganga antigas podem transformar-se numa carteira; um garrafão de plástico, num vaso; uma mesa sem utilidade, num abrigo para animais. Assim repensamos e reinventamos o nosso quotidiano sem recorrer a mais objectos, reduzindo dessa forma os nossos resíduos.

Para o fim deixei o “R” que considero fundamental na reversão da problemática ambiental – Reduzir.

Reduzir não requer grandes estratégias, apenas uma mudança mental de paradigma.

Actualmente assistimos a um aumento exponencial da indústria eco-ambiental, que na prática está a substituir produtos por outros, numa tentativa de diminuição do impacto no ambiente. Sucede que a substituição não resolve a problemática dos resíduos.

A mudança passa por recusarmos tudo aquilo que na realidade não é essencial. As palhinhas são essenciais? Não.

Os brindes que muitas vezes vem agregados a campanhas publicitárias, os frasquinhos dos quartos de hotel, o “compre um e leve dois”, são essenciais? Não, não são! Recusar é sem duvida o maior desafio, mas também é certo que ao fim de um dia, de uma semana, de um mês, de um ano, estaremos com essa atitude a tornar-nos ecologicamente mais sustentáveis diminuindo o nosso lixo.

Termino deixando o desafio de começarmos hoje a Reorganizar, Repensar e Reduzir, estando certa que as boas práticas individuais e colectivas deixarão este mundo melhor do que o encontramos.

Patrícia Sá Carneiro
(este texto não foi escrito ao abrigo do acordo ortográfico)

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